Aguarde, carregando...

Terça-feira, 25 de Agosto 2026
Notícias/Saúde

Ministério da Saúde lança plano robusto para combater efeitos do El Niño e das mudanças climáticas

Iniciativa estratégica destina R$ 9,8 bilhões para fortalecer a saúde pública diante de eventos climáticos extremos

Ministério da Saúde lança plano robusto para combater efeitos do El Niño e das mudanças climáticas
© Fernando Frazão/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Ministério da Saúde divulgou nesta terça-feira (3) um abrangente plano de ação, com o propósito de capacitar o Sistema Único de Saúde (SUS) a enfrentar os efeitos do El Niño e os crescentes impactos das mudanças climáticas na saúde da população brasileira.

Este ambicioso plano estratégico projeta investimentos de R$ 9,8 bilhões, visando aprimorar significativamente a capacidade de preparação e resposta da saúde pública frente a eventos climáticos extremos. A iniciativa engloba 27 metas e 93 ações detalhadas, com um horizonte de planejamento que se estende até 2035.

Entre os pilares da proposta, destacam-se a antecipação de riscos climáticos com a emissão de alertas, a estruturação de serviços de saúde mais resilientes, a proteção de comunidades, especialmente as mais vulneráveis, e o fortalecimento da aptidão do SUS para responder e auxiliar na reconstrução de territórios impactados.

Publicidade

Leia Também:

O programa está estruturado em cinco frentes principais, todas com o objetivo de antecipar riscos e garantir uma resposta mais ágil e eficaz:

  • Coordenação: Estabelecimento de salas de situação e articulação estratégica com estados, municípios e a Defesa Civil.
  • Fortalecimento da capacidade de saúde: Mobilização de equipes e suporte reforçado a territórios isolados.
  • Comunicação: Disseminação de orientações claras para gestores, profissionais de saúde e a população em geral.
  • Vigilância e alertas: Monitoramento contínuo de riscos climáticos, sanitários e epidemiológicos.
  • Reforço de insumos: Garantia de suprimentos essenciais como medicamentos, vacinas, acesso a água segura e infraestrutura para resposta rápida.
  • Adicionalmente, o plano contempla a criação de oito Centros Integrados de Saúde e Clima, que serão estrategicamente distribuídos pelas cinco regiões do Brasil. O Ministério da Saúde informou que o primeiro desses centros será inaugurado na Bahia, já na quarta-feira (1º).

    Excesso de calor

    Uma ferramenta crucial prevista é o Painel Nacional de Excesso de Calor, concebido para subsidiar ações de vigilância, prevenção e resposta aos perigos decorrentes do calor extremo. Este sistema de alerta precoce poderá emitir avisos com até cinco dias de antecedência.

    As ações também abrangem a expansão da Força Nacional do SUS, que passará a contar com oito bases distribuídas pelas cinco regiões do país. Essa medida visa agilizar a resposta a emergências, oferecer suporte em eventos de massa e desastres, e fortalecer a capacidade local de pronta intervenção.

    Conforme o Ministério, o objetivo é que as equipes da Força Nacional do SUS consigam atender a qualquer tipo de emergência em um prazo de até 12 horas. Além disso, a meta é iniciar ações proporcionais à complexidade do desastre em até 72 horas.

    O Ministério também desenvolveu um protocolo específico para a proteção de idosos contra o calor, com orientações essenciais que incluem:

    • Oferecer água, mesmo que não haja manifestação de sede.
    • Evitar a exposição solar nos horários de pico de calor.
    • Manter o ambiente domiciliar ventilado, fresco e arejado.
    • Verificar a correta administração de medicamentos de uso contínuo.
    • Utilizar soro fisiológico para combater o ressecamento dos olhos ou narinas.

    Durante coletiva de imprensa, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reiterou a visão da pasta de que a crise climática deve ser encarada como uma crise de saúde pública.

    Padilha afirmou: “A crise na saúde pública decorrente das mudanças climáticas é, talvez, uma das faces mais dolorosas e mais evidentes para a população dos impactos das mudanças climáticas”.

    Ele ainda ressaltou dados de um estudo recente da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que registrou 120 mil óbitos nos últimos 20 anos, diretamente associados ao aumento da temperatura média em diversas regiões do Brasil.

    O ministro concluiu que, embora “a mitigação seja muito importante, o esforço para reduzir emissões de carbono que impactam as mudanças climáticas é muito importante e necessário, mas a adaptação dos sistemas de saúde é algo urgente”.

    FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

    Comentários

    O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

    Não possui uma conta?

    Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
    Termos de Uso e Privacidade
    Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
    Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
    PROSSEGUIR