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Quarta-feira, 05 de Agosto 2026
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Governo brasileiro repudia revogação de visto da embaixadora em Washington

Planalto classifica decisão dos Estados Unidos como parte de uma escalada deliberada de medidas hostis motivadas por razões ideológicas.

Governo brasileiro repudia revogação de visto da embaixadora em Washington
© Antônio Cruz/ Agência Brasil
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O governo brasileiro condenou nesta terça-feira (4) a revogação do visto da embaixadora Maria Luiza Ribeiro Viotti nos Estados Unidos. A administração norte-americana justificou a sanção alegando lentidão do Brasil em aprovar o indicado do governo Trump para a embaixada em solo brasileiro, mas o Planalto classificou tais alegações como infundadas.

Através de nota oficial da Secretaria de Comunicação da Presidência da República, o Brasil sustentou que os Estados Unidos violaram a Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. A infração teria ocorrido no momento em que Washington publicou antecipadamente o nome de seu diplomata indicado, conduta vedada antes do aceite formal do país anfitrião.

O pedido diplomático norte-americano segue sob análise técnica. O governo brasileiro enfatizou que o texto da Convenção de Viena não estabelece prazos rígidos para a emissão do agrément, rechaçando qualquer acusação de morosidade intencional no processo.

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Escalada de medidas hostis

O Palácio do Planalto também contextualizou a recusa de vistos a dois oficiais dos Estados Unidos. A justificativa apontada foi a tentativa de contestar a lisura do sistema eleitoral brasileiro e interferir diretamente na próxima disputa presidencial.

Para o governo federal, o episódio recente reflete uma sequência de ações hostis motivadas por divergências ideológicas. Essa postura se distancia do histórico de respeito mútuo que sempre caracterizou a parceria bilateral entre as duas nações.

O comunicado relembrou ainda que ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e servidores públicos seguem penalizados pela Lei Magnitsky. Apesar do cenário adverso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem buscado o entendimento diplomático e o fim das sanções individuais.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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