A homenagem ocorreu durante o desfile de uma das agremiações da Série Ouro, que trouxe para o Sambódromo o conceito de "Escrevivência" — termo cunhado por Conceição para descrever a escrita que nasce da experiência de vida das mulheres negras.
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O Carro dos Intelectuais: No alto de uma alegoria, Conceição Evaristo desfilou cercada por nomes que bebem de sua fonte. Entre as personalidades presentes, destacaram-se atrizes de renome, acadêmicas e jovens escritoras que veem em Conceição um farol.
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Presença Marcante: Artistas como Zezé Motta e Taís Araújo (em participações especiais ou mensagens de apoio) e diversas lideranças de movimentos sociais negros compuseram o quadro de honra na Avenida.
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O Efeito Conceição
Aos 79 anos, a escritora mineira foi ovacionada por todos os setores da Marquês de Sapucaí. O público, em pé, saudou a autora de "Ponciá Vicêncio" e "Olhos D’Água".
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Representatividade: O desfile não focou apenas na estética, mas no conteúdo político e social das obras de Evaristo, abordando temas como o combate ao racismo e o empoderamento feminino.
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Emoção na Pista: Durante a passagem pela cabine de jurados, a escritora foi vista visivelmente emocionada, retribuindo o carinho dos foliões com acenos e sorrisos.
Vozes do Desfile
Para as personalidades que participaram da homenagem, o momento foi histórico:
"Estar aqui hoje, ao lado da mestra Conceição, é entender que o Carnaval também é o lugar de colocar o pensamento negro no topo. Ela escreve o que o Brasil precisa ler", declarou uma das atrizes presentes no setor de destaque.
O Carnaval dos Enredos Sociais
A homenagem a Conceição Evaristo reforça uma tendência crescente na Série Ouro em 2026: a escolha de enredos que fogem do óbvio e mergulham na valorização de heróis e heroínas nacionais vivos. O desfile foi considerado por especialistas como um dos momentos mais sofisticados e necessários desta edição do Carnaval.

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