O Carnaval do Rio de Janeiro confirmou, mais uma vez, o seu poder de atração global na madrugada desta segunda-feira. A Mangueira apresentou como uma das suas grandes novidades a estreia da modelo argentina Julieta Beltrán no posto de musa. Para Julieta, pisar a Sapucaí com a icónica camisola verde e rosa não foi apenas um compromisso de Carnaval, mas a concretização de um desejo que nutria desde a infância em Buenos Aires.
O brilho de 7 mil cristais
Para estar à altura da tradição mangueirense, Julieta não poupou no visual. A sua fantasia foi um dos destaques de luxo da ala de musas:
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Confecção Primorosa: O figurino foi cravejado com 7 mil cristais de diferentes tamanhos, desenhados para captar a luz dos refletores e criar um efeito de aura ao redor da modelo.
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Simbologia: A peça fundia elementos da estética portenha com a exuberância do samba carioca, celebrando a integração latino-americana proposta em setores do desfile da escola.
Representatividade e Emoção
Julieta, que é uma figura conhecida no mundo da moda na Argentina, destacou a importância de ser uma mulher trans a ocupar um lugar de destaque numa escola tão tradicional.
"Estar na Mangueira é sentir que o samba é uma língua que todos podemos falar. Desde criança que via os desfiles pela televisão e dizia que um dia estaria ali. Hoje, com estes cristais e este pavilhão, sinto que renasci", declarou a musa, visivelmente emocionada, na dispersão.
A performance de Julieta Beltrán foi elogiada pela sua elegância e pelo esforço em dominar o "samba no pé", tendo feito aulas intensivas nos meses que antecederam o desfile. A sua presença reforça a abertura da Mangueira a novas narrativas e ao intercâmbio cultural, mantendo a escola como uma vitrina de diversidade e beleza na Sapucaí.

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