Aguarde, carregando...

Segunda-feira, 10 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Desemprego mais longo no Brasil atinge mínima histórica, revela IBGE

O contingente de pessoas sem ocupação por dois anos ou mais recuou 21,7% no primeiro trimestre de 2026, impulsionado por um mercado de trabalho mais dinâmico, segundo a Pnad Contínua Trimestral.

Desemprego mais longo no Brasil atinge mínima histórica, revela IBGE
© Tânia Rego/Agência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O contingente de pessoas que buscam emprego há dois anos ou mais no Brasil atingiu seu menor nível histórico no primeiro trimestre de 2026, caindo 21,7% em relação a 2025. Segundo dados da Pnad Contínua Trimestral do IBGE, 1,089 milhão de indivíduos se encontram nessa situação, refletindo um mercado de trabalho mais dinâmico e uma redução do desemprego mais longo no país.

No ano anterior, 2025, o Brasil contava com aproximadamente 1,4 milhão de pessoas nessa condição. Para contextualizar, o pico histórico foi registrado em 2021, em meio à pandemia de Covid-19, quando 3,5 milhões de indivíduos enfrentavam o desemprego de longa duração.

Esses resultados históricos são parte integrante da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua Trimestral, que foi divulgada na última quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Publicidade

Leia Também:

A redução do número de pessoas em busca de trabalho também se manifestou de forma notável em outras duas faixas temporais, indicando uma tendência abrangente no mercado.

Na categoria de busca por emprego entre um mês e menos de um ano, observou-se um contingente de 3,380 milhões de pessoas, representando uma diminuição de 9,9% frente ao primeiro trimestre de 2025. O ápice para esta faixa foi em 2021, com 7 milhões de pessoas.

Para aqueles que procuravam trabalho por mais de um ano, mas menos de dois, o número foi de 718 mil, uma redução de 9% em relação a 2025. Similarmente, o ponto mais alto para este grupo ocorreu em 2021, com 2,6 milhões de indivíduos.

Contrariando a tendência geral, a única faixa temporal que não registrou um mínimo histórico foi a de indivíduos em busca de vaga há menos de um mês. Entre janeiro e março, aproximadamente 1,4 milhão de pessoas se enquadravam nessa categoria.

Embora esse número represente uma queda de 14,7% em comparação com o ano anterior, ele ainda se mantém acima do patamar observado em 2014, que foi de 1,016 milhão.

A análise do IBGE também forneceu uma visão detalhada sobre a distribuição dos 6,6 milhões de desocupados no país, segmentados pelas faixas de tempo de procura por uma ocupação:

- Menos de um mês: 21,2% do total de desocupados

- De um mês a menos de um ano: 51,4%

- De um ano a menos de dois anos: 10,9%

- Dois anos ou mais: 16,5%

Mercado de trabalho dinâmico

William Kratochwill, analista responsável pela pesquisa, ressalta que os níveis mínimos de pessoas em busca de emprego em diversas faixas temporais estão diretamente associados ao vigoroso desempenho atual do mercado de trabalho.

Ele enfatiza que "as pessoas estão gastando menos tempo para se realocar. O mercado está mais dinâmico", o que justifica a diminuição nos períodos de procura por uma ocupação.

Em um anúncio prévio, no final de abril, o IBGE já havia informado que a taxa geral de desocupação no primeiro trimestre de 2026 alcançou 6,1%, configurando o menor índice desde o início da série histórica.

Entretanto, Kratochwill faz uma importante ressalva sobre as novas ocupações: "não necessariamente é melhora na qualidade do trabalho", indicando que a velocidade da recolocação pode não se traduzir em melhores condições.

Mais conta própria

A metodologia da pesquisa do IBGE abrange o comportamento do mercado de trabalho para indivíduos com 14 anos ou mais, considerando todas as modalidades de ocupação, incluindo empregos formais, informais, temporários e, notavelmente, o trabalho por conta própria.

De acordo com os critérios do instituto, uma pessoa é classificada como desocupada apenas se tiver procurado ativamente por uma vaga nos 30 dias que antecedem a coleta de dados. Para isso, 211 mil domicílios são visitados em todas as unidades federativas e no Distrito Federal.

William Kratochwill refuta a ideia de que a diminuição do desemprego mais longo esteja ligada ao desalento – termo que descreve a condição de quem desiste de procurar trabalho por falta de esperança em encontrar uma vaga.

"A desistência é um ponto que já podemos descartar", afirma Kratochwill. Ele complementa que "o mercado de trabalho tem se mostrado persistente nas contratações e na manutenção do emprego", afastando a hipótese do desalento.

O analista ainda destaca que o crescimento no número de trabalhadores por conta própria contribui significativamente para a redução observada no desemprego mais longo.

Para mais informações, leia: Trabalhador por conta própria e a jornada de 45 horas semanais

Conforme os dados da Pnad, o Brasil registrou 25,9 milhões de trabalhadores por conta própria no primeiro trimestre de 2026, correspondendo a 25,5% da população ocupada. Esse número é consideravelmente superior aos 20,1 milhões observados no mesmo período de 2012.

"Eles tomam a iniciativa de ser seu próprio negócio", finaliza Kratochwill, destacando o empreendedorismo individual como um fator importante nesse cenário.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR