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Quarta-feira, 09 de Setembro 2026
Rio de Janeiro

Crise na UFF: Pesquisadora é desligada após estudo polêmico sobre pardos e alega perseguição

Repercussão negativa na web motivou saída de acadêmica; "Minha pesquisa foi distorcida para servir a um linchamento virtual", afirma a pesquisadora.

Crise na UFF: Pesquisadora é desligada após estudo polêmico sobre pardos e alega perseguição
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A pesquisa em questão abordava a autodeclaração de pessoas pardas e a eficácia das bancas de heteroidentificação em concursos e universidades. No entanto, recortes do trabalho publicados nas redes sociais foram interpretados por ativistas e coletivos como uma tentativa de "deslegitimar a identidade negra" e "enfraquecer as políticas de cotas".

  • O estopim: A viralização de termos utilizados no estudo, que sugeriam uma análise crítica sobre o "pardo-centrismo", gerou uma onda de críticas que acusavam a pesquisadora de viés discriminatório.

O Desligamento Institucional

Após dias de pressão digital e manifestações de órgãos estudantis, a reitoria da UFF confirmou o desligamento da profissional. Embora a universidade cite questões administrativas e o cumprimento de protocolos internos, o momento da decisão — logo após o auge da polêmica — é visto como uma resposta direta ao clamor público.

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  • Posicionamento da UFF: Em nota, a instituição afirmou que preza pelo rigor científico e pela responsabilidade social em suas pesquisas, reforçando que o ambiente acadêmico deve ser pautado pelo respeito às lutas históricas por igualdade racial.

"Linchamento Virtual e Perseguição"

A pesquisadora rompeu o silêncio e afirma que está sendo vítima de uma "caça às bruxas" moderna. Segundo ela:

  1. Distorção de Conteúdo: O estudo seria puramente sociológico e baseado em dados estatísticos do IBGE, sem a intenção de atacar direitos conquistados.

  2. Falta de Apoio: Ela alega que a universidade não deu espaço para o contraditório e cedeu à pressão dos "tribunais da internet" para evitar danos à sua imagem institucional.

  3. Medidas Judiciais: A acadêmica informou que pretende levar o caso à Justiça, alegando violação da liberdade de cátedra e danos morais.

Divisão de Opiniões

O caso gerou um racha na comunidade acadêmica e entre internautas:

  • Críticos: Argumentam que pesquisas que possam servir de base para o retrocesso de pautas raciais não devem ser chanceladas por universidades públicas.

  • Defensores: Questionam se o desligamento não abre um precedente perigoso onde o "cancelamento" dita o que pode ou não ser estudado dentro da ciência.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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Roberto Oliveira

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Roberto Oliveira

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