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Quarta-feira, 12 de Agosto 2026
Notícias/Economia

CMN regulamenta linha de crédito emergencial de R$ 1 bilhão para companhias aéreas

Financiamento visa auxiliar empresas de voos domésticos regulares com capital de giro, cobrindo despesas essenciais como combustível e folha salarial.

CMN regulamenta linha de crédito emergencial de R$ 1 bilhão para companhias aéreas
© José Cruz/Agência Brasil
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O Conselho Monetário Nacional (CMN) oficializou nesta quarta-feira (20) a regulamentação de uma linha de crédito emergencial no valor de R$ 1 bilhão destinada a companhias aéreas que operam voos domésticos regulares no Brasil. A iniciativa, que visa socorrer o setor aéreo diante do aumento de custos, especialmente do querosene de aviação, permitirá o reforço do capital de giro das empresas.

A medida, autorizada pela Medida Provisória 1.349 de abril deste ano, agora possui regras claras para sua operacionalização. O principal objetivo do governo é assegurar liquidez imediata às companhias, prevenindo assim impactos na continuidade dos serviços de transporte aéreo doméstico.

Como funciona a linha emergencial

Os fundos disponibilizados poderão ser empregados estritamente em capital de giro. Isso abrange despesas operacionais correntes, como pagamento a fornecedores, aquisição de combustível, custos de manutenção e a folha salarial dos colaboradores.

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A elegibilidade para o crédito é restrita a empresas que realizam transporte aéreo doméstico regular e que possuam habilitação junto ao Ministério de Portos e Aeroportos.

Limite e distribuição do crédito

Individualmente, cada companhia aérea poderá solicitar um montante equivalente a até 1,6% do seu faturamento bruto anual referente a 2025. Contudo, um teto máximo de R$ 330 milhões por beneficiário foi estabelecido.

Este limite individualizado visa promover uma distribuição mais equitativa dos recursos entre as diversas empresas do setor, evitando a concentração excessiva do financiamento.

Prazo para pagamento

Os financiamentos concedidos terão um prazo de até seis meses para quitação. O modelo prevê uma amortização em parcela única ao final do contrato, permitindo que as empresas recebam o capital agora e efetuem o pagamento integral ao término do período.

A expectativa é que a liberação total dos recursos ocorra até 28 de junho de 2026.

Encargos financeiros e juros

Os encargos financeiros serão atrelados a 100% da taxa média do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), um indicador que reflete as taxas de juros entre instituições financeiras.

Em caso de inadimplência, serão aplicados:

  • Juros de mora de 1% ao mês.
  • Multa de 2% sobre o valor total devido.

A operacionalização da linha ficará a cargo do Banco do Brasil, que receberá os recursos diretamente em conta para posterior repasse às empresas beneficiadas.

Exigências para contratação

Para acessar o financiamento, as empresas deverão apresentar declarações formais detalhando sua situação financeira e operacional.

Entre os requisitos estão:

  • Comprovação dos impactos diretos da elevação do preço do combustível.
  • Demonstração clara da necessidade de recorrer à linha emergencial.
  • Declaração de que não existem impedimentos judiciais ou extrajudiciais que afetem a operação.
  • Apresentação de compatibilidade entre as projeções de receita e a capacidade de pagamento.

A resolução determina que todas as informações prestadas pelas empresas serão de sua exclusiva responsabilidade e integrarão os contratos de financiamento.

Contexto da alta de custos

A implementação desta linha de crédito ocorre em um cenário de forte pressão sobre os custos das companhias aéreas, impulsionada pela recente escalada no preço do querosene de aviação. Essa alta é reflexo das tensões geopolíticas no Oriente Médio e da valorização internacional do petróleo.

O governo entende que o crédito emergencial é uma ferramenta crucial para a preservação das operações das empresas, mitigando riscos de cancelamentos de voos, redução de rotas e instabilidade financeira no setor.

Entenda o CMN

O Conselho Monetário Nacional (CMN) é o órgão máximo na definição das diretrizes das políticas monetária, cambial e de crédito no Brasil. Sua presidência é exercida pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, com participação do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, e do ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti.

A reunião que deliberou sobre a regulamentação foi antecipada de quinta-feira (21) para quarta-feira (20).

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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