O Shopping Tijuca, um dos centros comerciais mais tradicionais da Zona Norte do Rio de Janeiro, amanheceu nesta segunda-feira (5) em um cenário de destruição silenciosa, três dias após o incêndio de grandes proporções que tirou a vida de dois de seus funcionários. O centro de compras permanece totalmente fechado, sem previsão de reabertura ao público.
No interior do edifício, especialmente no subsolo onde o fogo teve início, a situação ainda é crítica. A intensa fumaça remanescente continua a impedir que a perícia da Polícia Civil e as vistorias da Defesa Civil possam começar a investigar as causas e a real extensão dos danos.
Impacto Estrutural e Rescaldo Contínuo
Equipes do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro seguem em um exaustivo trabalho de rescaldo, que já se estende pelo quarto dia. O objetivo é eliminar focos residuais e garantir o resfriamento completo da área afetada. Para auxiliar na exaustão da fumaça, os bombeiros precisaram abrir um acesso na parede do prédio, uma medida que demonstra a complexidade da operação.
Um dos pontos de maior preocupação é a identificação de um envergamento do piso do shopping, com risco de colapso, causado pelas altíssimas temperaturas atingidas no subsolo. Essa constatação agrava o cenário e reforça a necessidade de cautela antes de qualquer liberação do local.
As Vítimas e a Investigação
O incêndio, que começou por volta das 18h20 da última sexta-feira (2) no sistema de ar-condicionado da loja Bell'Art, no subsolo, resultou na morte do supervisor de segurança Anderson Aguiar do Prado e da brigadista Emellyn Silva Aguiar Menezes. Ambos atuaram no combate às chamas e no auxílio à evacuação. Anderson foi socorrido, mas não resistiu a caminho do Hospital Souza Aguiar, enquanto Emellyn foi encontrada sem vida no local.
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A Polícia Civil, por meio da 19ª DP (Tijuca), já instaurou inquérito e aguarda a liberação da área para realizar a perícia e apurar as circunstâncias exatas do incidente. O Shopping Tijuca, em nota, lamentou profundamente as mortes e afirmou estar prestando todo o apoio necessário às famílias das vítimas.
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Trânsito Impactado e Protestos
A interdição de um trecho da Avenida Maracanã, na altura da Rua Barão de Mesquita, no sentido Maracanã, continua afetando o trânsito na região, sem previsão para sua liberação. A medida é fundamental para a segurança das operações dos bombeiros.
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Na manhã de hoje, integrantes do Sindicato dos Bombeiros Civis do Estado do Rio de Janeiro realizaram um protesto em frente ao shopping, cobrando esclarecimentos sobre o acidente e a garantia de melhores condições de trabalho para a categoria. Além disso, relatos de frequentadores criticaram a demora no acionamento do alarme sonoro e nas orientações de evacuação durante o incêndio.
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