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Segunda-feira, 24 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Saldo de dinheiro esquecido no SVR cai para R$ 6,2 bilhões, aponta Banco Central

Redução expressiva no montante disponível aconteceu após a transferência de R$ 5,7 bilhões para o Fundo Garantidor de Operações, visando o suporte ao programa Desenrola Brasil.

Saldo de dinheiro esquecido no SVR cai para R$ 6,2 bilhões, aponta Banco Central
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
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O volume de **dinheiro esquecido** no sistema bancário apresentou uma redução significativa, totalizando R$ 6,24 bilhões em maio, segundo dados do **Banco Central**. A movimentação no **SVR** (Sistema de Valores a Receber) ocorreu devido à transferência compulsória de recursos para o custeio de políticas públicas de renegociação de dívidas nesta terça-feira (14).

Anteriormente, o montante ultrapassava a marca de R$ 10 bilhões. A queda drástica é resultado direto do envio de R$ 5,7 bilhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO), estrutura que provê suporte financeiro ao programa Desenrola Brasil.

Mesmo com esse repasse bilionário, a autoridade monetária destaca que uma quantia considerável ainda permanece disponível para resgate por cidadãos e empresas que possuem valores a receber em diversas instituições.

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Motivos para a retração do saldo

A principal causa da diminuição foi a aplicação da Lei 14.973/2024. A legislação autorizou o governo federal a recolher valores que não foram reclamados pelos seus legítimos titulares dentro do prazo legal estabelecido pela União.

Os R$ 5,7 bilhões destinados ao Fundo Garantidor de Operações servem para oferecer garantias em operações de crédito. Atualmente, o Tribunal de Contas da União (TCU) analisa a regularidade dessa transferência orçamentária para programas federais.

Conforme as diretrizes do Banco Central, cerca de 10% do valor enviado ao Tesouro Nacional fica reservado. Essa medida visa garantir o pagamento de eventuais pedidos de saque feitos posteriormente pelos donos do dinheiro.

Quantias que ainda podem ser retiradas

Apesar da transferência para os cofres públicos, o sistema ainda conta com R$ 6,24 bilhões prontos para devolução. O detalhamento do BC mostra que a maior parte desse capital pertence a pessoas físicas.

  • R$ 4,44 bilhões estão vinculados a 24,08 milhões de indivíduos;
  • R$ 1,8 bilhão pertence a um grupo de 2,27 milhões de empresas.

Desde o início das operações do sistema de consulta, o Banco Central informa que já foram restituídos R$ 15,47 bilhões aos seus legítimos proprietários em todo o país.

Onde os recursos estão localizados

Os valores estão distribuídos entre diferentes tipos de entidades do setor financeiro. Os bancos comerciais concentram a maior fatia, somando R$ 2,91 bilhões em recursos pendentes de devolução.

Outros segmentos também possuem saldos expressivos:

  • Administradoras de consórcio: R$ 2,25 bilhões
  • Cooperativas de crédito: R$ 586,7 milhões
  • Instituições de pagamento: R$ 311,5 milhões
  • Financeiras: R$ 106,3 milhões
  • Corretoras e distribuidoras: R$ 71 milhões
  • Demais instituições: R$ 8,8 milhões

Direito ao resgate e origem dos valores

Qualquer cidadão ou empresa que tenha tido vínculo com instituições financeiras pode possuir saldos esquecidos. A origem desses recursos é variada e abrange diferentes situações contratuais.

Os valores podem ser derivados de contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, sobras de cooperativas ou parcelas de empréstimos pagas em excesso.

Perfil dos beneficiários e valores baixos

Os dados revelam que a maioria das pessoas tem direito a quantias pequenas. Cerca de 67,6% dos beneficiários possuem até R$ 10 disponíveis para retirada imediata no sistema.

  • 19,5% detêm valores entre R$ 10,01 e R$ 100;
  • 10,4% possuem entre R$ 100,01 e R$ 1 mil;
  • Apenas 2,46% dos usuários têm mais de R$ 1 mil para sacar.

Como realizar a consulta oficial

O procedimento é gratuito e deve ser feito exclusivamente pelo portal oficial do SVR, mantido pelo Banco Central. O interessado deve acessar o site, informar o CPF ou CNPJ e seguir as instruções de segurança.

É necessário possuir uma conta Gov.br de nível prata ou ouro para solicitar a transferência. Caso o usuário não possua chave Pix, o resgate deve ser combinado diretamente com o banco responsável.

Funcionalidade de resgate automático

O sistema oferece uma modalidade de crédito automático para pessoas físicas que utilizam o CPF como chave Pix. Ao ativar essa opção, novos valores identificados são depositados sem necessidade de nova ação.

Essa ferramenta, contudo, não está disponível para contas jurídicas ou conjuntas. Além disso, depende da adesão da instituição financeira ao protocolo de devolução simplificada do BC.

Procedimentos para pessoas falecidas

Herdeiros e representantes legais também podem consultar valores em nome de falecidos. O pedido exige o acesso com conta Gov.br própria e a aceitação de um termo de responsabilidade legal.

Após localizar o dinheiro, o representante deve entrar em contato com a instituição financeira detentora do valor para apresentar os documentos necessários e finalizar a liberação do dinheiro.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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