A cidade do Rio de Janeiro alcançou em dezembro de 2025 o menor índice de contaminação por HIV dos últimos 11 anos. Os dados, divulgados em um novo boletim epidemiológico da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) no Dia Mundial da Luta contra a Aids, representam um marco significativo na saúde pública carioca.
A taxa de detecção do vírus caiu para 29,6 casos a cada 100 mil cariocas maiores de 13 anos. Este é o melhor resultado desde o início da série histórica em 2014, superando os 41,4 casos por 100 mil habitantes registrados no ano anterior.
Essa redução expressiva reflete o sucesso das políticas e investimentos em prevenção ao HIV/Aids. Dentre as estratégias, destaca-se a expansão do acesso à Profilaxia Pré-Exposição (PrEP), que viu um salto de 1.305 usuários em 2021 para 22.025 atualmente.
Além da queda na taxa de contaminação, o boletim aponta uma diminuição considerável na taxa de mortalidade após a contaminação, caindo de 917 para 357 óbitos em 11 anos. Houve também uma redução no número de crianças nascidas com HIV, com apenas dois casos registrados recentemente, comparado a 23 em 2014.
A campanha "Dezembro Vermelho" reforça a importância da conscientização e prevenção, com unidades de saúde promovendo testes rápidos para HIV, sífilis e hepatites, além da distribuição de preservativos e PrEP. Monumentos icônicos da cidade, como o Cristo Redentor e os Arcos da Lapa, receberam iluminação especial na cor vermelha, simbolizando a luta e a solidariedade.

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