A estreia de Mestre Vitinho à frente da bateria da Portela neste domingo (15/02) não foi apenas um passo importante na sua carreira, mas o cumprimento de uma promessa de vida. Após cinco anos de sucesso no Império Serrano, o maestro mudou-se para a "escola vizinha" em Madureira, trazendo consigo um objeto carregado de simbolismo: um prendedor de cabelo que pertenceu à sua mãe, Áurea Regina, falecida em 2016.
O amuleto da "Tabajara do Samba"
Vitinho desfilou com a "xuxinha" amarrada entre os dedos, um ritual que mantém desde o seu primeiro ano como mestre. Para ele, o objeto é mais do que um amuleto; é a presença física da mãe num momento de consagração.
"É a realização de um sonho, meu e dela. Prometi-lhe que, quando me tornasse mestre de bateria, estaria com este objeto, representando um pedaço dela comigo. Ela era portelense roxa", revelou o mestre, visivelmente emocionado, momentos antes de dar o primeiro toque de caixa na avenida.
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Laços de família na Azul e Branco
A ligação de dona Áurea com a Portela era profunda. Foliã dedicada, era amiga próxima de Nilce Fran, atual vice-presidente da escola, que considera Vitinho um "filho". Essa herança afetiva deu ao mestre a confiança necessária para assumir o desafio de reger uma das baterias mais tradicionais e exigentes do Carnaval carioca.
Sob o comando de Vitinho, a bateria da Portela apresentou um desempenho técnico irrepreensível, misturando a cadência clássica da escola com bossas modernas que levantaram as bancadas. Para o mestre, o objetivo é claro: honrar o legado da mãe e escrever o seu próprio nome na história da centenária agremiação.

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