A tradicional escola de samba Mangueira homenageia Oyá em seu próximo desfile na Marquês de Sapucaí, trazendo para a avenida a energia, a ancestralidade e a força dos ventos e tempestades da divindade das religiões de matriz africana. A agremiação verde e rosa anunciou a escolha do enredo como parte do seu compromisso histórico em exaltar a cultura afro-brasileira e promover a diversidade religiosa no Carnaval do Rio de Janeiro.
Valorização da ancestralidade e da cultura afro-brasileira
A escolha do tema reforça uma tradição marcante da Estação Primeira de Mangueira, que frequentemente utiliza a visibilidade do maior espetáculo da Terra para levantar pautas sociais, históricas e espirituais. A figura de Oyá, também conhecida como Iansã, é associada à coragem, à transformação e ao poder feminino, elementos que serão traduzidos em alegorias e fantasias ao longo do desfile na passarela do samba.
Especialistas do setor carnavalesco ressaltam que enredos de matriz africana costumam gerar grande apelo emocional e forte identificação com a comunidade. Para garantir uma apresentação impactante e respeitosa, a equipe criativa da escola planeja integrar elementos visuais e sonoros que remetam às características marcantes da divindade.
Pilares da apresentação da Verde e Rosa
- Representação dos elementos naturais: alegorias dedicadas aos ventos, raios e tempestades;
- Exaltação do protagonismo feminino: destaque para a força e liderança atribuídas à orixá;
- Samba-enredo emocionante: composição focada em ritmos marcantes e ancestralidade;
- Engajamento comunitário: participação ativa dos componentes do morro na preparação das alas.
Expectativa e repercussão no meio do samba
O anúncio gerou repercussão positiva entre os torcedores da agremiação e admiradores da cultura popular. A expectativa é que o desfile não apenas encante os jurados na Marquês de Sapucaí, mas também promova um debate rico sobre o respeito e a valorização das tradições de matriz africana no cenário cultural brasileiro.
Com os preparativos em tempo de planejamento nos barracões, a Mangueira busca consolidar mais um momento memorável em sua trajetória centenária. A promessa é de um espetáculo repleto de garra e emoção, reafirmando o papel do Carnaval como manifestação artística, política e de resistência cultural.

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