A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) publicou em seu Diário Oficial desta quarta-feira (7 de janeiro de 2026) a exoneração de mais de 200 funcionários que ocupavam cargos em comissão (CCs). O movimento faz parte de uma ampla reestruturação administrativa liderada pela atual presidência da Casa, visando o que aliados chamam de "choque de gestão" para o novo ano.
A lista de demissões chama a atenção por incluir nomes ligados a gestões passadas, incluindo assessores e técnicos que gozavam de prestígio durante as presidências de ex-mandatários da Alerj que hoje possuem menos influência no Palácio Tiradentes.
🔍 O Impacto das Exonerações
As mudanças atingem diversos setores da Assembleia, desde cargos técnicos em comissões até assessorias de gabinete da presidência:
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Quem sai: A maior parte dos exonerados ocupava cargos de assessoria especial e subdiretoria. Muitos eram heranças políticas de nomes que dominaram a Casa na última década.
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Economia: Fontes internas estimam que a redução na folha de pagamento possa gerar uma economia mensal de cerca de [R$ valor estimado, se disponível] milhões aos cofres públicos.
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Critério: Oficialmente, a Alerj trata as exonerações como "ajustes naturais de início de exercício", mas nos corredores o clima é de apreensão entre servidores que ainda ocupam postos por indicação política.
⚖️ O Contexto Político em 2026
A movimentação ocorre em um momento estratégico:
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Consolidação de Poder: A atual presidência busca liberar vagas para acomodar novos aliados e fortalecer sua base de apoio para as votações orçamentárias de 2026.
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Transparência: A Casa vem sendo pressionada por órgãos de controle, como o Ministério Público e o Tribunal de Contas do Estado (TCE-RJ), para reduzir o número de cargos comissionados e priorizar servidores concursados.
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Fim de Ciclos: A saída de assessores de ex-presidentes simboliza o distanciamento definitivo de grupos políticos que outrora detinham o controle absoluto das nomeações no Legislativo fluminense.
🏢 O que diz a Alerj?
Em nota curta, a assessoria da Alerj informou que as exonerações fazem parte de uma "reorganização administrativa periódica" e que novas nomeações serão publicadas nos próximos dias para garantir que nenhum serviço essencial da Casa seja interrompido.
Internamente, no entanto, deputados da oposição já articulam pedidos de esclarecimento sobre os critérios utilizados para as demissões, questionando se houve perseguição política em alguns casos específicos.

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