O Diário Oficial do Município revelou os valores de um dos principais contratos para o Réveillon 2026. O cantor João Gomes, fenômeno do piseiro e um dos artistas mais ouvidos do país, receberá o cachê de R$ 1 milhão para sua apresentação no palco principal da Praia de Copacabana, na noite do dia 31 de dezembro.
A contratação faz parte do investimento recorde da Prefeitura do Rio para a maior festa de virada de ano do mundo, que este ano espera atrair mais de 2,5 milhões de pessoas para a orla.
O "Fator João Gomes" no Réveillon
A escolha de João Gomes é estratégica para a Riotur. O artista possui uma base de fãs gigantesca e transversal, alcançando desde o público jovem das redes sociais até famílias de diversas regiões do Brasil que viajam para o Rio nesta época.
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Retorno Econômico: De acordo com estimativas da prefeitura, para cada R$ 1 investido na festa, cerca de R$ 15 retornam para a economia da cidade através de hotelaria, gastronomia e transportes.
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Diversidade Musical: A presença do piseiro em Copacabana reforça a tentativa do Rio de ser uma capital "multicultural", abraçando ritmos que dominam as paradas nacionais além do samba e do pop.
Polêmica e Transparência
Como ocorre anualmente com grandes cachês pagos com recursos públicos, a notícia dividiu opiniões nas redes sociais:
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Defesa do Investimento: Setores do turismo defendem que o valor é compatível com o mercado para uma apresentação em data especial (Réveillon) e que o impacto no PIB turístico justifica o gasto.
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Críticas: Parte da população questiona o uso de verbas públicas para entretenimento em detrimento de áreas como saúde e educação, especialmente em um valor de sete dígitos para um único show.
Comparativo de Cachês
Embora o valor de R$ 1 milhão seja expressivo, ele está dentro da média para artistas do escalão "A" no Brasil durante a virada de ano. Em edições passadas, artistas como Ludmilla, Anitta e Jorge & Mateus também fecharam contratos em faixas similares ou superiores quando incluída a logística de produção.

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