A Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) vivencia um período de intensa instabilidade política. O então presidente em exercício da Casa, Rodrigo Bacellar, exonerou Fernando Veloso, ex-secretário de Polícia Civil, de um cargo de segurança, dias antes de o próprio Bacellar ser alvo de uma operação da Polícia Federal que resultou em sua prisão e posterior afastamento da presidência.
A saída de Fernando Veloso da função de assessor de segurança da Alerj ocorreu após questionamentos sobre sua atuação como chefe da Polícia Civil durante investigações sensíveis, como o assassinato da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes. A decisão de Bacellar, à época, visava aparentemente acalmar as críticas em torno da nomeação de Veloso.
Contudo, a crise se aprofundou rapidamente na Alerj. Rodrigo Bacellar foi preso pela Polícia Federal em 3 de dezembro de 2025, durante a Operação Unha e Carne. Ele é investigado sob a suspeita de vazar informações sigilosas de uma operação policial, a Operação Zargun, que visava prender o ex-deputado estadual TH Joias, acusado de ligação com o Comando Vermelho.
As investigações apontam que Bacellar teria instruído TH Joias a destruir provas. Após cinco dias detido, o plenário da Alerj votou pela revogação da prisão, libertando o parlamentar.
Apesar da soltura, Rodrigo Bacellar permanece como presidente afastado da Assembleia Legislativa. Sua situação jurídica e a repercussão das acusações adicionam um capítulo de grande turbulência à história recente da Casa.
Este cenário complexo demonstra a fragilidade da política fluminense e a constante tensão entre os poderes, com desdobramentos que continuam a mobilizar a atenção pública.

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