O desfile da Portela na madrugada desta segunda-feira (16/02) teve um significado especial para Vitinho, filho do eterno intérprete Gilsinho, que faleceu em 2025. Membro da bateria "Tabajara do Samba", Vitinho não escondeu a emoção ao preparar-se para cruzar a Passarela do Samba sem a voz do pai a guiar a escola pela primeira vez em quase duas décadas.
O amuleto na Avenida
Para sentir o pai por perto, Vitinho carregou consigo um símbolo de proteção e memória.
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A Conexão: O jovem desfilou com um acessório que pertencia a Gilsinho, funcionando como um amuleto para enfrentar a pressão e a carga emocional da noite.
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O Sentimento: "É um vazio imenso olhar para o carro de som e não o ver ali, mas eu sinto a energia dele em cada batida do meu tamborim. Espiritualmente, ele está aqui connosco, empurrando a Portela", afirmou o músico, visivelmente comovido.
Legado Eternizado
Gilsinho, que morreu em setembro de 2025 vítima de complicações de saúde, foi um dos intérpretes mais longevos e técnicos da história da Portela.
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Homenagem da Escola: A Portela incluiu diversas referências ao cantor no seu desfile, desde detalhes nas fantasias da harmonia até citações no esquenta da bateria.
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Continuidade: Para a comunidade de Madureira, a presença de Vitinho na bateria é a prova de que o DNA de Gilsinho continua vivo dentro da agremiação.
Apoio da Família Portelense
Durante a concentração, Vitinho foi abraçado por diversos veteranos da escola, incluindo membros da Velha Guarda e o novo intérprete que assumiu o microfone principal. O apoio da "família portelense" foi fundamental para que o jovem conseguisse transformar a tristeza em garra para defender o enredo "O mistério do príncipe do Bará".
"Ele sempre me disse que a Portela é maior que todos nós. Hoje eu desfilo por mim, por ele e por todos que amam este pavilhão", concluiu Vitinho antes de entrar na pista sob os gritos de "Gilsinho eterno" vindos das bancadas.

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