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Sexta-feira, 31 de Julho 2026
Notícias/Política

Consultoria de Orçamento aponta desafios para conter dívida pública em nota sobre LDO 2027

Análise conjunta das consultorias da Câmara e do Senado indica que metas de economia de impostos podem ser insuficientes para estabilização no curto prazo.

Consultoria de Orçamento aponta desafios para conter dívida pública em nota sobre LDO 2027
Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados
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Um parecer conjunto das consultorias de Orçamento da Câmara e do Senado, referente ao projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para 2027 (PLN 2/26), evidencia as dificuldades que a administração federal atual e as futuras terão para diminuir o passivo público.

Uma das funções centrais da LDO, que serve de guia para a elaboração do orçamento do ano subsequente, é estabelecer a meta de economia de arrecadação fiscal que o governo almeja para reduzir seu endividamento.

Para 2027, a meta é de economia de 0,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2028, o percentual aumentaria para 1%, e em 2029, para 1,25%. Contudo, o documento aponta que tais resultados são inadequados para a estabilização da dívida em um horizonte temporal próximo.

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Mesmo sob um cenário favorável de crescimento anual do PIB de aproximadamente 2,6% e de taxas de juros em declínio, apenas a partir de 2030 os resultados primários previstos seriam suficientes para impulsionar a redução do endividamento.

Despesas obrigatórias representam desafio

Em entrevista ao programa Painel Eletrônico da Rádio Câmara, o consultor de Orçamento da Câmara, Paulo Bijos, destacou que as despesas obrigatórias constituem o principal obstáculo para o governo.

“Essas despesas obrigatórias já demonstram uma tendência de crescimento natural, impulsionadas, por exemplo, pelo envelhecimento populacional, que eleva os gastos com previdência e saúde, além de diversas indexações e vinculações previamente estabelecidas”, explicou.

A legislação fiscal vigente exige que as metas fiscais e os limites para a despesa primária sejam apresentados de modo a assegurar a estabilização da trajetória do endividamento. O projeto da LDO de 2027 prevê um aumento do endividamento para 87,8% do PIB em 2029, seguido por uma leve queda, porém mantendo-se em um patamar superior ao atual, que é de 83,6% em 2026.

O parecer das consultorias também ressalta que as projeções do projeto para o crescimento do PIB no período de 2027 a 2030 são mais otimistas em comparação com as estimativas do mercado financeiro. Quanto à taxa Selic, o governo projeta 10,55% para 2027, enquanto o mercado financeiro aponta para 11,00%.

 

 

 

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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