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Segunda-feira, 03 de Agosto 2026
Notícias/Política

Comissão da Câmara aprova proibição de escolas privadas barrar reaproveitamento de livros didáticos

Proposta também insere livros didáticos no sistema de logística reversa de resíduos sólidos.

Comissão da Câmara aprova proibição de escolas privadas barrar reaproveitamento de livros didáticos
Thiago Cristino / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Educação da Câmara dos Deputados aprovou um projeto de lei que impede escolas privadas de vetarem o reaproveitamento de livros didáticos por parte dos alunos, desde que estes estejam em bom estado de conservação. A decisão, que visa promover a sustentabilidade e reduzir custos para as famílias, também inclui os livros didáticos na política de logística reversa.

A nova legislação estabelece que quaisquer cláusulas contratuais ou normas internas das instituições de ensino que impeçam os responsáveis por alunos de reutilizarem materiais didáticos anteriores serão consideradas inválidas. A proteção se estende a livros de natureza consumível, desde que as páginas destinadas a preenchimento permaneçam intocadas.

O texto aprovado, que é um substitutivo do deputado Ismael (PL-SC) ao Projeto de Lei 504/26, modifica a Lei das Mensalidades Escolares para incorporar essa proibição. Anteriormente, a proposta previa uma lei específica, mas o relator optou por integrá-la à legislação existente.

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Adicionalmente, a Política Nacional de Resíduos Sólidos foi atualizada para incluir os livros didáticos no sistema de logística reversa. Isso significa que editoras e empresas ligadas à produção de materiais escolares terão responsabilidade legal sobre o destino ambientalmente adequado desses itens ao final do ano letivo.

Segundo o relator, a alteração na lei de anuidades escolares resolve um conflito direto entre escolas e famílias, enquanto a modificação na lei de resíduos sólidos aborda a origem do problema. A medida visa obrigar a coleta e o reaproveitamento desses materiais dentro da cadeia produtiva editorial.

No âmbito da rede pública de ensino, a reutilização de livros didáticos já é amplamente praticada. Programas federais como o PNLD facilitam o repasse desses materiais, com regras próprias de devolução e conservação para garantir seu uso por novas turmas.

O projeto agora segue em caráter conclusivo para a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, necessita de aprovação tanto na Câmara quanto no Senado.

Saiba mais sobre a tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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