A Polícia Civil do Rio de Janeiro, em conjunto com o Ministério Público Estadual (MPRJ) e a Vigilância Sanitária, deflagrou na quinta-feira, 11 de dezembro de 2025, a operação "Verão Laranja", que culminou na interdição de uma clínica de estética ligada à influenciadora Rayane Figliuzzi. O estabelecimento, localizado na Taquara, Zona Oeste do Rio, era alvo de denúncias pela suposta prática ilegal de bronzeamento artificial e outras irregularidades sanitárias.
Durante a ação no Espaço VIP Bronze, uma esteticista foi presa em flagrante por crimes contra as relações de consumo. As autoridades apreenderam câmaras de bronzeamento artificial, equipamentos cujo uso é proibido pela Anvisa, além de produtos vencidos, mal armazenados e materiais sem a devida esterilização.
A operação foi motivada por diversas queixas de consumidores, incluindo o relato de uma cliente que sofreu queimaduras após utilizar uma máquina de bronzeamento na clínica. As investigações também revelaram que o local operava sem a documentação básica exigida para funcionamento. Rayane Figliuzzi, proprietária do espaço, não estava presente no momento da fiscalização, mas será responsabilizada por crimes contra a saúde pública, relações de consumo e possível lavagem de dinheiro.
Em resposta à interdição, Rayane Figliuzzi e sua defesa divulgaram uma nota afirmando que o local fiscalizado estava "desativado" como clínica há meses, sendo utilizado apenas como depósito e showroom de uma de suas marcas. A defesa também alegou que a polícia teria vinculado indevidamente a influenciadora às atividades de outra clínica.
A ação reforça os alertas da campanha "Dezembro Laranja", que conscientiza sobre a prevenção do câncer de pele. Dispositivos de bronzeamento artificial estão proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) desde 2009, devido ao aumento do risco de desenvolvimento de câncer de pele.
Recentemente, Figliuzzi, ex-participante do reality show "A Fazenda", foi desligada do posto de musa da escola de samba Unidos de Vila Isabel. A agremiação justificou a decisão por dificuldades de agenda e pela repercussão de "acontecimentos recentes", em referência a uma denúncia de racismo envolvendo duas mulheres que atuavam em sua equipe, caso que está sob investigação da Polícia Civil de São Paulo.

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