Jair Bolsonaro, ex-presidente da República, continua hospitalizado em um dos leitos do Hospital DF Star, em Brasília. Sua internação, iniciada no sábado (2), decorre de uma cirurgia no ombro realizada na sexta-feira (1), a qual transcorreu sem quaisquer complicações.
O estado de saúde do ex-mandatário é considerado estável após o procedimento cirúrgico no ombro. De acordo com o comunicado médico emitido no domingo (3) pelo Hospital DF Star, Bolsonaro apresenta "boa evolução clínica e eficaz controle da dor".
O mesmo boletim detalha que a permanência do ex-presidente no hospital visa à administração de analgésicos, à implementação de medidas para prevenir trombose e à sua reabilitação. O documento foi subscrito por uma equipe multidisciplinar de cinco especialistas: Alexandre Firmino Paniago (cirurgião de ombro), Claudio Birolini (cirurgião geral), Leandro Echenique (cardiologista), Brasil Caiado (cardiologista) e Alisson Borges (diretor-geral).
A intervenção cirúrgica à qual Bolsonaro foi submetido consistiu em um reparo artroscópico do manguito rotador, visando corrigir lesões previamente confirmadas por exames diagnósticos e relatórios de fisioterapia. A realização do procedimento obteve a autorização do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), após parecer favorável do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
Com 71 anos de idade, Bolsonaro encontra-se em regime de prisão domiciliar humanitária desde 24 de março. Essa medida foi determinada por Moraes após uma internação do ex-presidente por pneumonia bacteriana. Em setembro de 2025, a Primeira Turma do STF o sentenciou a 27 anos e 3 meses de reclusão por sua atuação proeminente na articulação da trama golpista.

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