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Sábado, 15 de Agosto 2026
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Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados

Levantamento da Pnad Contínua indica que a industrialização e os níveis de escolaridade justificam as discrepâncias regionais apontadas pelo IBGE.

Taxa de desemprego fica abaixo da média nacional em 11 estados
© Bruno Peres/Agência Brasil
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A taxa de desemprego no Brasil fechou o segundo trimestre de 2026 em 5,4%, mas 11 das 27 unidades da federação registraram resultados ainda menores do que a média do país. Os dados divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), por meio da Pnad Contínua, mostram que cinco estados mantêm índices abaixo de 3%.

Entre os menores índices do mercado nacional estão Santa Catarina (2,1%), Mato Grosso (2,2%), Espírito Santo (2,3%), Rondônia (2,6%) e Mato Grosso do Sul (2,7%). Paraná (3,1%), Minas Gerais (3,8%), Goiás (4,0%), Tocantins (4,1%), Rio Grande do Sul (4,2%) e Roraima (5,0%) também figuram abaixo da média do país.

Em contrapartida, os maiores índices foram verificados no Amapá (9,8%), Bahia (9,1%), Pernambuco (8,3%) e Piauí (8,3%). Já estados populosos como São Paulo e Paraíba igualaram a média brasileira de 5,4%.

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Fatores de desigualdade regional

De acordo com o analista da pesquisa, William Kratochwill, as divergências no mercado de trabalho entre as regiões decorrem da estrutura econômica local. Ele destaca que os níveis de industrialização, a maturidade da atividade produtiva e o grau de escolaridade da população afetam diretamente o nível de contratações.

O especialista ressalta que Santa Catarina e o Sul do país possuem indicadores mais consolidados se comparados às regiões Norte e Nordeste. No panorama geral, a desocupação caiu em 13 estados e manteve estabilidade nos demais, refletindo o recuo da média nacional, que era de 6,1% no trimestre anterior.

Metodologia do levantamento

A amostragem do IBGE avalia a população com 14 anos ou mais em todas as modalidades de trabalho, englobando empregos formais, informais, temporários e autônomos. A pesquisa considera desocupado somente o indivíduo que buscou oportunidade de trabalho nos 30 dias anteriores à entrevista. Para compor o indicador, são analisados cerca de 211 mil domicílios em todo o território nacional.

Redução da desocupação de longa duração

O estudo também apontou uma retração histórica no desemprego de longa duração. O contingente de brasileiros procurando vaga há dois anos ou mais caiu para 1,06 milhão, o menor patamar já registrado desde o início da série histórica em 2012. O número representa um encolhimento de 15,6% frente ao mesmo período de 2025.

Desigualdades por gênero e cor

Os recortes demográficos evidenciam disparidades históricas no mercado de trabalho. A desocupação entre os homens ficou em 4,6%, enquanto a das mulheres atingiu 6,4%. Em relação à cor declarada, pretos (6,9%) e pardos (6,1%) continuam com taxas superiores à média nacional, ao passo que a população branca registrou 4,2%.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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