O que se esperava ser um resgate bem-sucedido terminou em luto na tarde deste sábado (27). O Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro confirmou que o corpo localizado pelas equipes de mergulho no interior do ultraleve submerso em Copacabana é, de fato, o do piloto.
Diferente dos relatos preliminares de banhistas que indicavam que o condutor havia sido retirado com vida, os militares esclareceram que a vítima fatal estava sozinha na cabine no momento do impacto e não resistiu, ficando presa aos destroços a cerca de 10 metros de profundidade.
Cronologia do Acidente e Resgate
O acidente ocorreu na altura do Posto 4, por volta das [Horário], enquanto a aeronave realizava um voo publicitário.
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O Impacto: O ultraleve perdeu altitude rapidamente e mergulhou no mar, a poucos metros dos banhistas.
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A Confusão Inicial: Houve uma mobilização de surfistas e populares que nadaram até o local logo após a queda. A informação de que alguém teria sido resgatado com vida gerou esperança, mas os Bombeiros confirmaram que, após a varredura completa do Grupamento Marítimo (GMAR), apenas uma pessoa estava a bordo.
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A Vítima: O piloto, cuja identidade está sendo preservada até a notificação oficial da família, era um profissional experiente no setor de publicidade aérea.
Investigação da Aeronáutica
Com a confirmação do óbito, o CENIPA (Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos) assume a investigação técnica para determinar as causas da queda.
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Falha Mecânica: Testemunhas relataram sons de "engasgos" no motor antes do bico da aeronave apontar para a água.
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Condições da Aeronave: A estrutura será içada e levada para perícia técnica para verificar a manutenção e os sistemas de combustível.
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Regularidade: A ANAC verificará se o plano de voo e a licença para exibição de faixas publicitárias estavam em conformidade com as normas de segurança para áreas densamente povoadas.
Clima de Luto na Orla
O corpo foi levado para o IML (Instituto Médico Legal) no Centro do Rio. A orla de Copacabana, que estava lotada devido ao calor, permaneceu em silêncio durante a operação de retirada da vítima. O trecho do Posto 4 segue isolado para o trabalho de remoção dos destroços da aeronave, que representam risco à navegação.

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