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Quarta-feira, 05 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

Terceirizados da comunicação do STF entram em greve por atrasos de salários e FGTS

A paralisação é motivada por frequentes atrasos salariais, como o do mês de junho, que deveria ter sido quitado até o dia 8 e permanecia pendente no dia 10, além da falta de recolhimento do FGTS.

Terceirizados da comunicação do STF entram em greve por atrasos de salários e FGTS
© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil
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Os terceirizados da área de comunicação que atuam no Supremo Tribunal Federal (STF), abrangendo a TV Justiça e a Rádio Justiça, decidiram iniciar uma greve na próxima segunda-feira (15). A paralisação, aprovada por jornalistas e radialistas, é motivada pelos constantes atrasos no pagamento de salários e outras verbas trabalhistas, um problema recorrente com a empresa Fundac.

A medida foi aprovada por unanimidade por mais de 80 profissionais vinculados à Fundação de Artes e Comunicação (Fundac), a empresa terceirizada encarregada dos serviços de comunicação. Esse grupo corresponde a mais da metade do quadro de funcionários que presta serviços ao Supremo Tribunal Federal.

Entre os principais motivos da paralisação estão os atrasos frequentes nos pagamentos. O salário referente a junho, por exemplo, que deveria ter sido quitado até o dia 8, ainda não havia sido depositado até o dia 10. Os trabalhadores relatam que essa situação se repete mensalmente.

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Adicionalmente, as verbas do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) estão sem recolhimento há quase um ano, conforme denunciam os sindicatos dos jornalistas e dos radialistas, entidades que lideram o movimento grevista.

Dirigentes do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal (SJPDF) apontam uma irregularidade ainda mais grave: valores de pensão alimentícia seriam descontados dos salários, mas não estariam sendo repassados aos beneficiários, configurando apropriação indevida pela Fundac.

O SJPDF alertou que “a paralisação poderá acarretar a interrupção ou a diminuição da cobertura jornalística, da transmissão de julgamentos, sessões, programas e das notícias diárias, comprometendo assim a prestação do serviço público essencial à sociedade”.

Histórico da Fundac e a substituição do contrato

A Fundac, que gerencia a assessoria de comunicação e as operações da TV e Rádio Justiça, possui um histórico de pendências trabalhistas. Essa situação levou o Supremo a tentar impedir sua participação em um novo edital, avaliado em mais de R$ 30 milhões. Contudo, a Fundac conseguiu na Justiça o direito de concorrer, embora não tenha vencido a licitação.

A iminente chegada de uma nova empresa para assumir os serviços gera apreensão entre os trabalhadores. O principal temor é que a Fundac, ao encerrar seu contrato com o STF, não cumpra com os direitos trabalhistas em atraso nem efetue o pagamento das verbas rescisórias devidas.

Posicionamento do STF sobre os atrasos

Por meio de nota oficial, o Supremo Tribunal Federal esclareceu que realiza pagamentos regulares à Fundac pelos serviços prestados, conforme estabelecido nos três contratos vigentes com a fundação. Esses contratos estão em fase final e serão substituídos em breve.

O STF enfatizou que “os atrasos noticiados no pagamento aos trabalhadores não resultam de inadimplemento do STF para com a contratada, mas sim de obrigações trabalhistas cuja responsabilidade primária recai sobre a própria Fundac, sem prejuízo das providências administrativas que o Tribunal tem adotado para exigir a regularização das pendências”.

O Supremo informou ainda que a Justiça de São Paulo, onde a Fundac tem sua sede, já designou um administrador judicial para gerir a empresa, após a constatação de irregularidades em sua administração.

O tribunal reiterou que “tem monitorado a execução contratual, exigido a regularização das pendências identificadas e implementado as providências cabíveis, sempre dentro dos limites legais e contratuais estabelecidos”.

Adicionalmente, o STF comunicou que “tem aplicado medidas administrativas contra a contratada, incluindo a apuração de responsabilidades e a imposição de sanções cabíveis, sempre respeitando o contraditório e a ampla defesa. Dentre as ações já tomadas, ressalta-se o impedimento da Fundac de participar de licitações e firmar novos contratos com o STF, devido aos inadimplementos constatados durante a execução contratual”.

A Agência Brasil está tentando contato com a Fundação de Artes e Comunicação (Fundac) e mantém o espaço aberto para um eventual posicionamento da empresa sobre o ocorrido.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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