O Governo do Estado anunciou uma mudança estratégica significativa para o Réveillon 2026 na Praia de Copacabana. Para garantir a segurança das mais de 2 milhões de pessoas esperadas, a Polícia Militar (PMERJ) vai implementar um grupamento de patrulha focado em circular dentro da multidão, abandonando o modelo de policiamento estático em pontos específicos.
A tática é inspirada no tradicional modelo utilizado pela Polícia Militar da Bahia durante o Carnaval de Salvador, onde patrulhas integradas por diversos agentes caminham em fila indiana para abrir caminho e intervir rapidamente em ocorrências de "arrastões" e brigas.
Como vai funcionar o patrulhamento?
O objetivo é aumentar a percepção de segurança e diminuir o tempo de resposta em caso de crimes de oportunidade (furtos de celulares e correntes).
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Patrulhas Dinâmicas: Grupos de 6 a 10 policiais circularão pela faixa de areia e pelo calçadão, mantendo a visibilidade e a mobilidade mesmo em áreas de densa ocupação.
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Torres de Observação: O modelo será complementado por torres elevadas de vigilância, que servirão como guia para as patrulhas terrestres identificarem focos de tumulto.
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Câmeras de Reconhecimento Facial: Mais de 100 câmeras com tecnologia de biometria facial estarão operando nas saídas das estações de metrô e nos acessos principais à orla.
Tecnologia e Integração
Além das patrulhas físicas, o esquema de segurança contará com:
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Drones: Equipamentos com câmeras térmicas monitorarão a movimentação de grupos suspeitos em tempo real.
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Revista com Detectores de Metais: Haverá pontos de bloqueio em todos os acessos a Copacabana, onde policiais utilizarão raquetes detectoras de metais para impedir a entrada de facas e armas.
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Reforço no Efetivo: Mais de 3 mil policiais militares estarão dedicados exclusivamente à área de Copacabana e Leme durante a noite da virada.
Avaliação das Autoridades
Segundo a Secretaria de Segurança, a migração para o modelo de patrulha dinâmica é uma resposta ao aumento de ocorrências registradas em grandes eventos recentes na cidade. "Queremos que o policial esteja onde o crime acontece: no meio da massa. O objetivo não é apenas prender, mas evitar que o tumulto se espalhe", afirmou o porta-voz da PM.

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