Aguarde, carregando...

Terça-feira, 18 de Agosto 2026
Notícias/Economia

Recursos de clientes do Master migram para bancos maiores, aponta Banco Central

O Sistema Financeiro Nacional mantém solidez após a liquidação extrajudicial do conglomerado Master.

Recursos de clientes do Master migram para bancos maiores, aponta Banco Central
© Marcello Casal JrAgência Brasil
IMPRIMIR
Espaço para a comunicação de erros nesta postagem
Máximo 600 caracteres.

O Banco Central (BC) revelou nesta segunda-feira (25) que os valores ressarcidos aos clientes do conglomerado Master, após sua liquidação extrajudicial, foram majoritariamente direcionados a bancos de maior porte dentro do Sistema Financeiro Nacional. A movimentação, referente ao segundo semestre de 2025, reforça a avaliação de que o sistema financeiro brasileiro manteve sua robustez.

Essa constatação está detalhada no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do segundo semestre de 2025, um documento crucial divulgado pela autoridade monetária para análise do cenário econômico.

O relatório enfatiza que o incidente envolvendo o Master não gerou repercussões sistêmicas significativas para o Sistema Financeiro Nacional (SFN).

Publicidade

Leia Também:

"A liquidação extrajudicial das instituições que compunham o conglomerado Master não provocou efeitos sistêmicos no SFN", sublinhou o documento do Banco Central, reforçando a resiliência do setor.

Recursos migraram

Entre 19 de janeiro e 27 de fevereiro deste ano, o Fundo Garantidor de Créditos (FGC) efetuou pagamentos de R$ 37,7 bilhões a clientes do Master, Master BI e Letsbank.

Desse montante expressivo, R$ 20,77 bilhões, correspondendo a 55,1%, foram direcionados para títulos emitidos por outras instituições financeiras.

Adicionalmente, R$ 1,47 bilhão foi investido em títulos privados, enquanto os restantes R$ 15,46 bilhões tiveram outras aplicações diversas.

De acordo com o Banco Central, a maior parte dos recursos devolvidos pelo FGC foi absorvida pelos grandes bancos do sistema financeiro.

As instituições classificadas como S1, que englobam bancos com ativos equivalentes a no mínimo 10% do Produto Interno Bruto (PIB) ou com significativa atuação internacional, receberam 40,9% desses valores.

Por sua vez, os bancos S2, reconhecidos por seu grande porte e relevância sistêmica, ficaram com 24,2% dos recursos.

Risco sistêmico

Durante a apresentação do relatório, Ailton de Aquino, diretor de Fiscalização do Banco Central, assegurou que a autoridade monetária acompanhou de perto toda a migração desses recursos.

"Os recursos foram predominantemente direcionados para instituições classificadas como S1 e S2", afirmou Aquino, acrescentando que o Banco Central monitorou cada movimentação minuciosamente, "CPF por CPF e CNPJ por CNPJ".

O diretor reiterou que a liquidação "não teve impacto no sistema financeiro" e ressaltou que o conglomerado Master detinha aproximadamente 0,1% dos ativos totais do sistema bancário brasileiro.

Na semana anterior, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, já havia minimizado o risco sistêmico associado a este caso.

"Um banco S3, que pode ser comparado à terceira divisão do futebol no sistema financeiro, não representa um risco sistêmico", declarou Galípolo, usando uma analogia para ilustrar a dimensão do impacto.

Sistema sólido

No relatório, o Banco Central reafirmou a solidez do sistema financeiro brasileiro, mesmo diante de um cenário de juros altos e crescente inadimplência.

"O Banco Central avalia que não há risco significativo para a estabilidade financeira. O SFN mantém níveis confortáveis de capitalização e liquidez", aponta o documento oficial.

Conforme o Relatório de Estabilidade Financeira, os testes de estresse realizados demonstram que as instituições bancárias possuem uma robusta capacidade de resistência em cenários econômicos desfavoráveis.

A autoridade monetária também observou que a rentabilidade das instituições financeiras permaneceu praticamente estável no segundo semestre de 2025.

"O crescimento dos resultados operacionais, mesmo que em um ritmo mais moderado, conseguiu compensar o aumento dos custos relacionados às provisões", analisou o Banco Central.

Crédito desacelera

O relatório também indica uma desaceleração no ritmo do crédito ao longo de 2025, afetando tanto famílias quanto empresas.

No segmento de pessoas físicas, o Banco Central constatou um aumento no comprometimento da renda e um avanço da inadimplência em todas as modalidades de crédito.

"A tendência de elevação na probabilidade de inadimplência deve persistir na maioria das modalidades", alertou a autoridade monetária.

Contudo, o Banco Central assegurou que os bancos mantêm provisões adequadas para absorver as perdas esperadas.

Pix cresce

O relatório também destacou o notável crescimento do Pix no sistema de pagamentos brasileiro.

Conforme dados do Banco Central, a ferramenta foi responsável por 29% das transações de varejo no segundo semestre de 2025.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

Comentários

O autor do comentário é o único responsável pelo conteúdo publicado, inclusive nas esferas civil e penal. Este site não se responsabiliza pelas opiniões de terceiros. Ao comentar, você concorda com os Termos de Uso e Privacidade.

Não possui uma conta?

Você pode ler matérias exclusivas, anunciar classificados e muito mais!
Termos de Uso e Privacidade
Esse site utiliza cookies para melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar o acesso, entendemos que você concorda com nossos Termos de Uso e Privacidade.
Para mais informações, ACESSE NOSSOS TERMOS CLICANDO AQUI
PROSSEGUIR