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Quarta-feira, 05 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

Polícia Federal desvenda esquema de financiamento ilegal de campanha no Maranhão

Investigação aponta movimentações financeiras atípicas próximas a R$ 10 milhões destinadas a eleições municipais.

Polícia Federal desvenda esquema de financiamento ilegal de campanha no Maranhão
© Paulo Pinto/ Agência Brasil
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A Polícia Federal (PF) deflagrou a Operação Fundo Oculto nesta quarta-feira (10) para investigar duas organizações criminosas suspeitas de desviar recursos públicos e financiar ilicitamente campanhas eleitorais no Maranhão, com foco nas eleições municipais de 2024. A operação visa desarticular um esquema que movimentou quase R$ 10 milhões.

As investigações apontam que os grupos utilizavam empresas com contratos públicos em prefeituras maranhenses para desviar verbas. Esses recursos eram então depositados em contas empresariais e, com a ajuda de um funcionário bancário em São Luís, eram direcionados para fins ilícitos.

As movimentações financeiras suspeitas se intensificaram nas semanas que antecederam o pleito eleitoral. Segundo a PF, as transações atípicas ultrapassaram R$ 10 milhões, com um dos núcleos investigados movimentando cerca de R$ 2 milhões em repasses ilegais.

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Lavagem de dinheiro e caixa dois

Para ocultar a origem dos fundos, o esquema empregava laranjas, que recebiam os valores em suas contas após o saque das contas das empresas. A PF descobriu planilhas informais de caixa dois e documentos que detalhavam a logística de entrega de dinheiro e o monitoramento da presença policial.

Candidatos beneficiados e medidas judiciais

Até o momento, a operação identificou 15 candidatos que teriam sido beneficiados pelo esquema criminoso com repasses ilícitos, distribuídos entre servidores. A ação foi determinada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão.

Foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão, com o afastamento dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos. Um funcionário público foi afastado de suas funções e bens no valor de R$ 4 milhões foram sequestrados.

Os investigados podem responder por crimes como falsidade ideológica eleitoral, lavagem de dinheiro, organização criminosa, corrupção ativa e passiva, e desvio de recursos públicos, entre outros delitos contra a administração pública.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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