A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ), através da Delegacia do Consumidor (Decon), deflagrou nesta terça-feira, 27 de janeiro de 2026, a terceira fase da "Operação Estética Segura" na Zona Oeste da capital fluminense. O objetivo da ação é combater a venda e distribuição clandestina de medicamentos emagrecedores irregulares.
Mandados de busca e apreensão foram cumpridos nos bairros de Campo Grande e Guaratiba. A operação visa desarticular um esquema que comercializava, de forma ilegal, produtos à base de tirzepatida, popularmente conhecidos como "canetas emagrecedoras" ou "Lipoless".
Profissionais da Estética na Mira das Investigações
As investigações da Polícia Civil apontam que profissionais da área estética estariam oferecendo esses medicamentos em clínicas de beleza, sem a devida prescrição médica e sem autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). O princípio ativo tirzepatida é indicado para o tratamento de diabetes, mas tem sido utilizado irregularmente para fins de emagrecimento.
A comercialização desses produtos ocorria sem qualquer controle da Anvisa, o que torna a conduta ilegal e representa sérios riscos à saúde dos consumidores. A origem dos medicamentos, em muitos casos, é paraguaia e sem registro sanitário no Brasil.
Prisões e Apreensões na Zona Oeste
Durante a operação, um casal foi preso em flagrante na Zona Oeste do Rio. Eles são acusados de vender medicamentos de procedência desconhecida através de clínicas estéticas. Além do casal, outras pessoas foram conduzidas à delegacia para prestar esclarecimentos, sendo uma delas liberada após depoimento.
Foram apreendidas 10 caixas de "canetas emagrecedoras" em um dos endereços. Celulares, computadores e documentos também foram recolhidos e serão submetidos a perícia para identificar outros envolvidos na cadeia de distribuição e venda.
Alerta para a Saúde Pública
A operação foi desencadeada após denúncias de clientes que passaram mal depois de usar as "canetas emagrecedoras". Em um dos relatos, o filho de uma usuária denunciou que sua mãe adoeceu após utilizar a substância em uma clínica em Campo Grande.
O delegado da Decon, Wellington Vieira, enfatizou que o uso desses produtos sem acompanhamento médico e sem a fiscalização da Anvisa coloca em risco a saúde da população. O casal detido responderá por crimes contra a saúde pública, contra as relações de consumo e por associação criminosa. A Polícia Civil continua as diligências para identificar e desarticular outros grupos especializados no comércio ilegal desses medicamentos.

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