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A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou neste sábado (12) o pedido para que todos os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) tenham acesso integral aos dados de Vorcaro, extraídos pela Polícia Federal do celular do ex-controlador do Banco Master, visando garantir a paridade no julgamento marcado para terça-feira (15).
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, destacou que o conhecimento prévio de todo o acervo probatório é indispensável para que a Corte tome uma decisão fundamentada. Segundo a manifestação enviada ao presidente do STF, ministro Edson Fachin, a assimetria na disponibilidade de provas prejudica a colegialidade do tribunal.
Disputa sobre o acervo probatório
A controvérsia aumentou após o relator de parte do caso, ministro André Mendonça, informar que o material extraído do celular de Daniel Vorcaro permanece sob sigilo em um envelope lacrado. Embora Mendonça tenha tornado públicas outras etapas da investigação, ele manteve restrito o acesso às mensagens contidas no dispositivo.
Além da PGR, os ministros Alexandre de Moraes, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes também se manifestaram a favor da liberação ampla dos documentos a todos os integrantes do Plenário antes da votação.
Sessão extraordinária e decisões de Fachin
A sessão plenária extraordinária de terça-feira julgará a Petição 16.662, que avalia a abertura de investigação sobre supostas relações entre Moraes e Vorcaro. Paralelamente, Fachin rejeitou a solicitação para julgar este processo conjuntamente com a análise sobre a conduta de Mendonça, marcada para 23 de setembro.
O posicionamento da PGR foi assinado por Gonet, pelo vice-procurador-geral Hindemburgo Chateaubriand Filho e pelos subprocuradores-gerais André de Carvalho Ramos e Antônio Edílio Magalhães Teixeira.

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