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O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou neste domingo (13) o sigilo das investigações sobre o suposto desvio de emendas parlamentares para financiar o filme Dark Horse. A obra cinematográfica é inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro e virou alvo da Polícia Federal (PF).
Com o despacho, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo deverá transferir à Polícia Federal todo o conteúdo bruto extraído dos celulares apreendidos pela Polícia Civil em junho. A medida busca centralizar as análises periciais no âmbito federal.
Ao fundamentar a derrubada do sigilo, Dino citou uma decisão recente do ministro André Mendonça. Na ocasião, Mendonça tornou públicas conversas entre o ex-banqueiro Daniel Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, estabelecendo um precedente para a publicidade dos processos.
Segundo o relator, a mudança garante a igualdade de tratamento a todos os investigados. Com isso, dados bancários, movimentações financeiras, nomes citados e registros de conversas via WhatsApp passam a ter transparência ampla no processo.
Esquema com verbas públicas
A decisão ocorre após a deflagração da Operação Make Up pela Polícia Federal, que cumpriu 49 mandados de busca e apreensão. Entre os alvos estão o deputado federal Mário Frias e a empresária Karina Gama.
Relatórios da Controladoria-Geral da União (CGU) indicam suspeitas de irregularidades no repasse de R$ 2 milhões em emendas de Frias para as entidades Instituto Conhecer Brasil e Academia Nacional de Cultura, ligadas a Karina. A PF apura se os recursos de projetos sociais foram desviados para a produção audiovisual.

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