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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
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Operação do MPDFT investiga suposta fraude em consignados contra servidores do DF, com PicPay e BRB entre os alvos

O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios deflagrou uma ação para apurar descontos indevidos em salários de servidores públicos distritais, supostamente oriundos de contratos de crédito consignado.

Operação do MPDFT investiga suposta fraude em consignados contra servidores do DF, com PicPay e BRB entre os alvos
© Valter Campanato/Agência Brasil
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O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT) deflagrou, nesta sexta-feira (19), uma operação para aprofundar as investigações sobre um suposto esquema de fraudes em consignados na folha de pagamento de servidores públicos do Distrito Federal. A ação, que tem o PicPay e o BRB entre os principais alvos, visa esclarecer descontos irregulares de contratos antigos de crédito consignado, com mandados sendo cumpridos em Brasília (DF), Curitiba (PR) e São Paulo (SP).

A suspeita central é de que acordos de crédito consignado, firmados há mais tempo, teriam gerado deduções indevidas nos salários dos empregados públicos distritais. Tais práticas teriam beneficiado não apenas empresas particulares e associações, mas também servidores públicos.

Entre os 50 mandados judiciais de busca e apreensão que estão sendo cumpridos, destacam-se como alvos o banco digital PicPay e seu presidente-executivo, Eduardo Chedid Simões. O Banco de Brasília (BRB), uma instituição financeira estatal cujo maior acionista é o Governo do Distrito Federal (GDF), também está sob investigação.

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O Conselho Especial do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) expediu os mandados que também miram a Secretaria de Economia do Distrito Federal, diversas associações de servidores e pessoas físicas. Entre os indivíduos investigados está Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB.

Costa, que já se encontra detido desde abril deste ano, é investigado no âmbito da Operação Compliance Zero. Esta operação anterior apura supostos crimes cometidos por executivos do Banco Master contra o Sistema Financeiro Nacional, com a colaboração de políticos e agentes públicos.

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Posicionamento dos órgãos e empresas envolvidas

Em nota oficial, a Secretaria de Economia do Distrito Federal e Territórios confirmou que promotores e policiais civis realizaram a apreensão de equipamentos de trabalho utilizados por servidores da pasta. A secretaria esclareceu que os acordos para concessão de empréstimos consignados sob suspeita foram firmados em gestões anteriores.

O órgão distrital ressaltou que “a investigação tem como objeto a conduta de agentes públicos, e não a atuação institucional da pasta”. A secretaria garantiu total colaboração com as investigações, prestando todo o apoio necessário ao cumprimento das diligências e à coleta dos materiais solicitados pelo MPDFT e pela Justiça.

O PicPay, por sua vez, refutou as acusações de irregularidade em suas operações, negando a promoção de cobranças indevidas nos créditos consignados contratados pelos servidores públicos do Distrito Federal.

A empresa afirmou que “o valor antecipado era disponibilizado no próprio cartão do cliente, depois de feita a solicitação por ele [servidor] mesmo, no aplicativo, sem intermediários ou associações e sem cobrança nessa modalidade”. O PicPay enfatizou que seus produtos estão em conformidade com as normas vigentes e são submetidos a rigorosos mecanismos de controle e supervisão.

Adicionalmente, o PicPay assegurou que continuará cooperando com as autoridades e expressou confiança de que a regularidade de sua atuação será devidamente confirmada.

Até o momento da publicação desta reportagem, a assessoria do BRB não havia respondido às tentativas de contato da Agência Brasil. Da mesma forma, não foi possível contatar Eduardo Chedid Simões ou seus representantes legais.

A defesa de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do banco público, informou que ainda não teve acesso aos autos do processo e que se manifestará somente após tomar conhecimento das novas suspeitas que recaem sobre seu cliente.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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