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Quinta-feira, 06 de Agosto 2026
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Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciam greve por tempo indeterminado

Categoria reivindica melhorias salariais, nova data-base e planos de saúde, enquanto Justiça determina frota mínima.

Motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciam greve por tempo indeterminado
© Fernando Frazão/Agência Brasil
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Os motoristas de ônibus do Rio de Janeiro iniciaram uma greve por tempo indeterminado na madrugada desta segunda-feira (29), após decisão em assembleia no domingo (28). A paralisação, que afeta milhões de passageiros mensais na capital fluminense, busca atender a diversas reivindicações da categoria.

Em resposta à paralisação, a Justiça do Trabalho estabeleceu a obrigatoriedade de manter pelo menos 50% da frota de ônibus em circulação, abrangendo todas as linhas e itinerários, enquanto durar a greve.

O não cumprimento dessa determinação acarretará uma multa diária de R$ 50 mil, a ser aplicada individualmente a cada entidade sindical envolvida, incluindo o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transporte Rodoviário de Passageiros do Município do Rio (Sintrucad-Rio) e o Sindicato das Empresas de Ônibus da Cidade do Rio de Janeiro (Rio Ônibus).

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Essa decisão liminar foi emitida pelo Tribunal Regional da 1ª Região (TRT), no âmbito de um dissídio coletivo.

O sistema BRT, por sua vez, operará normalmente, seguindo o plano operacional habitual para dias úteis.

Vale ressaltar que o governo do estado e a prefeitura do Rio de Janeiro decretaram ponto facultativo para esta segunda-feira, coincidindo com o jogo da seleção brasileira contra o Japão, agendado para as 14h (horário de Brasília).

A prefeitura do Rio de Janeiro informou que está monitorando de perto a situação e garantiu que “adotará as medidas necessárias para reduzir os impactos à população e assegurar o direito de ir e vir dos cariocas”.

As reivindicações dos rodoviários

Entre as principais exigências dos rodoviários, destacam-se a alteração da data-base da categoria para 1º de março e um reajuste salarial, buscando R$ 5 mil para motoristas de ônibus articulados e R$ 4 mil para os demais.

Além disso, a pauta inclui o fim dos contratos temporários, tíquete-alimentação de R$ 1.000,00, jornada de trabalho de 5x2, manutenção do passe livre, indenização de 30 minutos para almoço e a inclusão de planos de saúde e odontológico.

Por outro lado, a proposta das empresas consiste na reposição da inflação, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), em 4,39%. Isso elevaria o piso salarial dos motoristas de R$ 3.420 para R$ 3.570.

Para os condutores de ônibus articulados, o piso passaria de R$ 4.104,18 para R$ 4.285,35. O auxílio-alimentação oferecido seria reajustado de R$ 660 para R$ 689.

A categoria, no entanto, recusou integralmente esta proposta.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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