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Quarta-feira, 05 de Agosto 2026
Notícias/Justiça

Ministro Fachin institui grupo no CNJ para revisar penduricalhos de magistrados

Essas verbas indenizatórias, muitas vezes sem previsão legal explícita, são pagamentos adicionais concedidos pelos tribunais que se tornaram alvo de escrutínio.

Ministro Fachin institui grupo no CNJ para revisar penduricalhos de magistrados
© Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil
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O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), estabeleceu um grupo de trabalho com a missão de revisar os chamados penduricalhos pagos aos magistrados em todo o Brasil. A iniciativa visa aprimorar o sistema remuneratório e regulamentar as verbas indenizatórias, respondendo a uma crescente discussão sobre a legitimidade desses pagamentos adicionais.

Conhecidos popularmente como "penduricalhos", esses valores referem-se a diversas verbas indenizatórias criadas pelos tribunais sob variadas justificativas. No entanto, muitas delas carecem de previsão legal expressa, o que tem gerado controvérsia e preocupação quanto ao seu impacto nos cofres públicos.

De acordo com o plano de trabalho assinado por Fachin, o grupo se dedicará a aprofundar estudos sobre propostas legislativas relacionadas à remuneração da magistratura. O foco principal será analisar os reflexos dessas propostas para o aperfeiçoamento do sistema remuneratório do serviço público nacional.

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Este grupo terá um prazo de 180 dias para concluir seus trabalhos. Ao final, deverá apresentar um relatório detalhado sobre a situação atual desses pagamentos adicionais e, crucialmente, propor uma minuta de projeto de lei para regulamentar de forma clara as verbas indenizatórias destinadas a juízas e juízes.

A iniciativa do ministro Fachin surge na esteira de decisões recentes do CNJ. No final de maio, o Conselho já havia aprovado a criação de um contracheque único para todos os magistrados. Essa medida proíbe os tribunais de manterem folhas de pagamentos extras, além das folhas regulares de vencimentos.

A nova norma também impõe a unificação da nomenclatura das verbas indenizatórias legais pagas aos membros da magistratura. A decisão foi tomada após o CNJ constatar a dificuldade em quantificar e padronizar os diferentes nomes e naturezas dos pagamentos utilizados em todo o país, tamanha a diversidade.

A discussão em torno dos "penduricalhos" ganhou força significativa em março, especialmente devido aos pagamentos que, em muitos casos, ultrapassam o teto do funcionalismo público. Naquela ocasião, o Supremo Tribunal Federal referendou uma liminar do ministro Flávio Dino, resultando na suspensão imediata de diversas verbas não previstas em lei.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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