Um homem de 18 anos foi agredido por um grupo de populares na noite do último sábado, 20 de janeiro de 2024, na Rua Barata Ribeiro, em Copacabana, Zona Sul do Rio de Janeiro. A agressão ocorreu após ele ser acusado de furtar um aparelho celular.
A vítima do furto compareceu ao local e reconheceu o indivíduo que estava em posse de seu celular. Em seguida, a população presente iniciou as agressões contra o suspeito.
Vídeos que circularam nas redes sociais à época mostram o momento da ação, com pessoas agredindo o homem com socos e chutes. Em um trecho, uma das pessoas utiliza um chinelo nas agressões.
Agentes da Polícia Militar foram acionados e intervieram na situação. O suspeito foi detido e encaminhado à 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana), onde foi autuado em flagrante.
Debate sobre a Segurança e a Ação de "Justiceiros"
Este episódio reacende o debate sobre a segurança pública em Copacabana e a crescente ocorrência de ações de "justiceiros" por parte da população. Em dezembro de 2023, após uma série de incidentes de violência, grupos de moradores passaram a organizar-se para coibir crimes, o que gerou preocupação das autoridades.
Naquela ocasião, o secretário de Segurança do Rio de Janeiro, Victor César Carvalho dos Santos, repudiou as atitudes. Ele afirmou que "trata-se de um grupo que se acha acima do bem e do mal, no direito de fazer justiça com as próprias mãos. E então praticam crimes com o objetivo de evitar crimes. Na verdade todos eles são criminosos. O justiceiro é criminoso", disse em entrevista à GloboNews.
As autoridades reforçam que a prática de justiça com as próprias mãos é ilegal e pode configurar crime, além de expor os agressores e a própria vítima a riscos. A Polícia Civil segue investigando os casos de agressão contra supostos criminosos.

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