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Quarta-feira, 05 de Agosto 2026
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Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, é preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero por liderar a milícia ‘A Turma’

A Polícia Federal aponta o envolvimento de Vorcaro sênior na coordenação de grupo paramilitar e em fraudes bilionárias.

Henrique Vorcaro, pai do ex-banqueiro, é preso na 6ª fase da Operação Compliance Zero por liderar a milícia ‘A Turma’
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
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Nesta quinta-feira (14), Henrique Vorcaro, pai de Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, foi detido durante a 6ª fase da Operação Compliance Zero. A prisão ocorre no âmbito da investigação que apura fraudes financeiras bilionárias e a suposta liderança de Henrique Vorcaro no grupo paramilitar conhecido como ‘A Turma’, apontado pela Polícia Federal (PF) como milícia pessoal do banqueiro.

Esta etapa da investigação concentra-se nos grupos ‘A Turma’ e ‘Os Meninos’. Conforme relatório da PF enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF), essas organizações seriam compostas por indivíduos encarregados de monitorar e intimidar desafetos de Henrique e Daniel Vorcaro.

O ministro do STF André Mendonça, responsável por autorizar a prisão, detalhou a atuação de Henrique Moura Vorcaro. Segundo ele, Vorcaro sênior não apenas se beneficiava das atividades ilícitas de ‘A Turma’, mas também as requisitava, as apoiava financeiramente e mantinha contato com os operadores do grupo, mesmo com o avanço das apurações. Isso demonstra um vínculo funcional contínuo e essencial para a existência da organização criminosa.

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A Polícia Federal desvendou a existência dessa milícia por meio de mensagens encontradas no celular do próprio Vorcaro. As provas das ações ilegais do grupo se intensificaram ao longo das investigações, abrangendo diálogos obtidos no aparelho do policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva.

Vazamento de investigações

O material analisado revela que Marilson era o responsável por operacionalizar as intimidações contra os desafetos dos Vorcaro. Além disso, ele obtinha informações confidenciais sobre investigações que miravam Henrique e Daniel Vorcaro, realizando pagamentos a uma delegada e a um agente da Polícia Federal para tal fim.

Anderson da Silva Lima, policial lotado na superintendência da PF no Rio de Janeiro, era acionado para além de meras consultas cadastrais. Ele também sondava investigações policiais sigilosas de interesse direto do núcleo Vorcaro, utilizando sua rede de contatos na corporação, conforme detalhado pela PF.

A pedido da PF, o ministro Mendonça ordenou a transferência de Marilson Roseno da Silva para o Sistema Penitenciário Federal, considerando seu papel central e influência sobre ‘A Turma’. Anderson da Silva Lima, por sua vez, foi detido preventivamente nesta quinta-feira.

O ministro justificou a medida, afirmando que Marilson possui uma posição de liderança hierárquica elevada no núcleo ‘A Turma’. Sua custódia em um estabelecimento de maior rigor, com restrição de contatos e incomunicabilidade, é crucial para impedir que ele continue a influenciar a organização criminosa ou a obstruir as investigações.

A Polícia Federal também identificou Felipe Mourão, conhecido como ‘Sicário’, como uma figura central na gerência dos grupos criminosos. Mourão havia sido preso em uma etapa anterior da Operação Compliance Zero, mas cometeu suicídio na cela da superintendência da PF em Belo Horizonte.

Jogo do bicho e ameaças

Nesta quinta-feira, Manoel Mendes Rodrigues foi detido sob suspeita de liderar uma ramificação de ‘A Turma’ no Rio de Janeiro. As investigações da PF indicam que ele esteve diretamente envolvido em ameaças de morte presenciais a um comandante de iate e a um chefe de cozinha em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro.

Conforme depoimentos das vítimas, Manoel, ao proferir as ameaças, afirmou ser ‘amigo de Vorcaro’ e ter envolvimento com o ‘jogo do bicho’.

Fuga com computadores

Um relatório parcial da PF aponta David Henrique Alves como outra figura proeminente na organização criminosa. Ele seria o encarregado de contratar hackers para realizar monitoramentos ilegais, ataques digitais, invasões e derrubar perfis em redes sociais.

Alves foi detido em uma fase anterior da Operação Compliance Zero, durante uma suposta tentativa de fuga em um carro de Felipe Mourão. O veículo continha cinco computadores e objetos pessoais, levantando a suspeita da PF de que os equipamentos seriam destruídos.

Além de Alves, Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos e Victor Lima Sedlmaier também foram presos, identificados como hackers executores dos crimes cibernéticos.

Prisões

Ao todo, sete indivíduos foram presos nesta quinta-feira (14):

  • Anderson da Silva Lima
  • David Henrique Alves
  • Henrique Moura Vorcaro
  • Manoel Mendes Rodrigues
  • Victor Lima Sedlmaier
  • Rodrigo Pimenta Franco Avelar Campos
  • Sebastião Monteiro Júnior

Defesa

A defesa de Henrique Vorcaro divulgou uma nota classificando a prisão como ‘grave e desnecessária’, argumentando que a detenção ocorreu antes mesmo de o pai de Daniel Vorcaro ser ouvido no inquérito.

Os advogados Eugênio Pacelli e Frederico Horta afirmaram que a decisão se fundamenta em fatos cuja legalidade e sustentação econômica ainda não foram comprovadas no processo, pois não foram solicitados à defesa nem ao próprio Henrique Vorcaro.

A Agência Brasil está buscando contato com as defesas dos outros indivíduos mencionados e mantém o espaço aberto para a inclusão de seus posicionamentos.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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