Os rodoviários do Rio de Janeiro decidiram manter a greve que se iniciou na segunda-feira (29), após a assembleia realizada na tarde de terça-feira (30). A decisão ocorreu após uma audiência de conciliação com o sindicato das empresas de ônibus (Rio Ônibus) não alcançar um consenso.
O desembargador Gustavo Alkmim, do Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT-1), que presidiu a audiência, havia inicialmente agendado uma nova sessão para a próxima segunda-feira (6). Contudo, a pedido dos rodoviários, a audiência foi antecipada para esta quarta-feira (1º), às 11h.
Após a sessão de conciliação, os trabalhadores se reuniram em assembleia em frente à Justiça do Trabalho. Durante o encontro, a continuidade da paralisação foi confirmada, em meio a relatos de confusão e depredação de ônibus.
Reajuste salarial é ponto central da discórdia
Entre as principais reivindicações dos trabalhadores estão um reajuste salarial geral de 17%. Além disso, pleiteiam pisos salariais de R$ 5 mil para motoristas de BRT e R$ 4 mil para os demais motoristas. O ticket alimentação proposto é de R$ 1 mil, juntamente com a inclusão de plano de saúde, jornada de trabalho de 5x2 e o pagamento do intervalo de refeição como hora extra.
Em contrapartida, o sindicato patronal aponta dificuldades financeiras para atender às demandas. Alegam uma crise estrutural de receita e a redução de subsídios por quilômetro rodado no município, apresentando uma proposta de reajuste de 4,39%.
Os rodoviários buscam um reajuste dividido em duas parcelas: a primeira de 8% a ser paga em julho e uma segunda de 8,3% em novembro.

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