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Sábado, 15 de Agosto 2026
Notícias/Educação

Especialista defende inclusão digital crítica nas escolas durante evento no Rio de Janeiro

Consultora da Unesco alerta para riscos de celulares em sala de aula e destaca papel fundamental dos professores na formação de alunos.

Especialista defende inclusão digital crítica nas escolas durante evento no Rio de Janeiro
© Rovena Rosa/Agência Brasil
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A promoção de uma inclusão digital crítica e consciente no ambiente escolar é fundamental diante do avanço constante de novas ferramentas tecnológicas. A afirmação é de Daniela Costa, especialista e consultora da Unesco, que apresentou dados sobre os desafios do ensino durante o 4º Encontro de Educadores do Século XXI, promovido pela Firjan no Rio de Janeiro.

Coordenadora da pesquisa TIC Educação, realizada pelo Cetic.br, Daniela destaca que a simples entrega de computadores e acesso à internet não garante uma aprendizagem de qualidade. Para a educadora, a comunidade escolar precisa compreender os propósitos, riscos e oportunidades associados às tecnologias.

Impactos e distrações em sala de aula

Durante a conferência, a palestrante exemplificou tanto conquistas quanto retrocessos no uso dessas ferramentas. Na China, a transmissão de aulas gravadas reduziu em 38% a disparidade de renda entre áreas rurais e urbanas. No entanto, pesquisas em 14 países revelam que a mera presença de aparelhos celulares dispersa o foco dos estudantes.

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No cenário nacional, a Lei Federal 15.100 proíbe o uso de telefones durante o horário escolar. Dados do Cetic.br indicam que 51% das instituições brasileiras vetaram totalmente a entrada dos aparelhos no início de 2026. Essa restrição, porém, diminui no ensino médio, onde apenas 31% das escolas mantêm a proibição total.

Mudança nos hábitos de pesquisa

O estudo revela uma transformação no comportamento de busca dos estudantes do ensino médio. Atualmente, 89% usam redes de vídeo como YouTube e TikTok para fazer trabalhos acadêmicos, superando ferramentas tradicionais como motores de busca (88%), Wikipédia (72%) e recursos de IA (70%).

Apesar da forte adesão às plataformas de inteligência artificial, somente um terço dos alunos brasileiros relatou ter recebido orientações sobre os possíveis erros e limitações dessas ferramentas digitais.

Capacitação docente em queda

A pesquisa aponta que os professores continuam sendo a principal referência de orientação digital para os jovens. A porcentagem de alunos que buscam apoio com educadores subiu de 44% em 2022 para 56% em 2024.

Em contrapartida, a qualificação continuada dos docentes para o uso pedagógico das tecnologias recuou de 65% em 2021 para 54% em 2024. Daniela Costa enfatiza a necessidade de valorizar e capacitar continuamente os professores para sustentar um desenvolvimento educacional pleno e seguro.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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