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Segunda-feira, 24 de Agosto 2026
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BRB posterga publicação de balanço após acertar plano de capitalização

Celina Leão minimiza o atraso e destaca que a reestruturação financeira da instituição conta com suporte do FGC e homologação do STF.

BRB posterga publicação de balanço após acertar plano de capitalização
© Joédson Alves/Agência Brasil
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O BRB decidiu adiar a divulgação do seu balanço financeiro de 2025, prevista para esta sexta-feira (29), em virtude de um novo cronograma de auditoria após o acordo de capitalização firmado entre o Governo do Distrito Federal (GDF) e a União. A medida visa consolidar os ajustes técnicos necessários para a operação de crédito que busca fortalecer a saúde financeira da instituição brasiliense.

Em declarações recentes, a governadora Celina Leão explicou que o adiamento é uma etapa natural após a homologação do acordo no Supremo Tribunal Federal (STF). Essa negociação viabilizou uma estratégia de aporte com o apoio do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).

Embora o banco ainda não tenha enviado um fato relevante oficial à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a cúpula da instituição confirmou a mudança. Além da governadora, o presidente do banco, Nelson Souza, ratificou a decisão em comunicados à imprensa.

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Cronograma de divulgação

A gestão estadual considera que uma espera de até 15 dias é perfeitamente aceitável, dado o volume das tratativas com instituições públicas e privadas. O objetivo é garantir que todos os dados reflitam a nova realidade patrimonial do banco.

“O planejamento foi estruturado junto ao Banco Central para assegurar a retomada da liquidez e do capital”, pontuou Celina Leão. Segundo ela, todos os trâmites estão devidamente materializados e amparados pela decisão judicial da Suprema Corte.

De acordo com Nelson Souza, a nova meta é publicar as demonstrações financeiras até o dia 30 de junho. O executivo ressaltou que a complexidade das auditorias externas impediu o cumprimento do prazo regulamentar anterior.

Estrutura do aporte financeiro

O plano de socorro articulado entre o GDF, a União e o Banco Central prevê uma injeção total de R$ 8,8 bilhões. Desse montante, cerca de R$ 6,6 bilhões serão oriundos de linhas de crédito do FGC, sem envolver repasses diretos do Tesouro Nacional.

Para garantir a viabilidade da operação, o acordo estabelece garantias baseadas em repasses constitucionais. Estão vinculados ao processo recursos do Fundo de Participação dos Estados (FPE) e do Fundo de Participação dos Municípios (FPM).

Auditorias e governança

O atraso também está relacionado ao andamento da operação Compliance Zero. Essa iniciativa interna investiga movimentações financeiras passadas para assegurar a transparência total dos dados que serão apresentados ao mercado e aos órgãos reguladores.

Nelson Souza informou que, embora as auditorias fundamentais já tenham quantificado a necessidade de capital, verificações adicionais são indispensáveis. O foco é mitigar riscos e restabelecer a plena confiança dos investidores na solidez do BRB.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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