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Sábado, 01 de Agosto 2026
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Sindicatos pedem fim imediato da escala 6x1; deputados retiram apoio a transição

Proposta de redução de jornada para 40 horas semanais enfrenta debate sobre prazo de adaptação para empresas.

Sindicatos pedem fim imediato da escala 6x1; deputados retiram apoio a transição
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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Representantes de centrais sindicais defenderam, nesta terça-feira (19), na Câmara dos Deputados, a implementação imediata de uma nova jornada de trabalho, sem período de transição. A solicitação surge em meio à análise de emendas que propunham um prazo de dez anos para a adaptação à redução da carga horária de 44 para 40 horas semanais, com diversos parlamentares já tendo retirado suas assinaturas de tais propostas.

A comissão especial encarregada de debater a matéria realizou audiências públicas para discutir o tema. O relator, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), sinalizou a possibilidade de aprovar a jornada de 40 horas com dois dias de descanso remunerado e sem alteração salarial. O parecer final está previsto para ser apresentado nesta quarta-feira (20).

Durante os debates, sindicalistas argumentaram que a resistência do setor patronal à redução da jornada de trabalho frequentemente se baseia em alegações de dificuldades econômicas. Antonio Neto, presidente da Central dos Sindicatos Brasileiros, destacou os crescentes desafios enfrentados pelos trabalhadores.

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“A vida do trabalhador também se transformou. Exige mais qualificação, exige mais capacidade de adaptação. Os deslocamentos urbanos se tornaram mais longos, o ritmo social se acelerou, as exigências cognitivas aumentaram. Em outras palavras, a tecnologia reduziu o tempo das operações, mas a vida das pessoas não ficou mais leve.”

Impacto nas empresas e saúde do trabalhador

Em contrapartida, a empresária Isabela Raposeiras apresentou um cenário diferente em outra audiência, afirmando que sua empresa, com uma escala de trabalho 4x3, observou um aumento de produtividade e uma redução nas ausências por atestados médicos.

A deputada Julia Zanatta (PL-SC) propôs que a jornada de trabalho seja definida por meio de negociação coletiva entre empregadores e empregados, visando mitigar potenciais impactos negativos em pequenas empresas. Ela relatou ter recebido ameaças em virtude de suas posições sobre o tema.

“Porque quem sabe fazer matemática sabe que a conta não fecha. É justo e é lindo querer um dia a mais de folga. Mas quem vai pagar essa conta?”

A saúde dos trabalhadores também foi um ponto central. Vitor Filgueiras, da Fundacentro, mencionou estudos da Organização Mundial de Saúde que associam aproximadamente um terço das doenças ocupacionais a jornadas de trabalho excessivas. Thessa Guimarães, do Conselho Federal de Psicologia, apontou a depressão, ansiedade e riscos cardiovasculares como problemas comuns, ressaltando que a reforma da Previdência já estendeu o tempo de contribuição necessário para aposentadoria.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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