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Domingo, 02 de Agosto 2026
Notícias/Política

Secretário do Tesouro Nacional aponta recuperação econômica do Brasil pós-pandemia

Daniel Leal apresentou a parlamentares projeções de crescimento médio anual de 3% e cumprimento de metas fiscais para redução da dívida a partir de 2029.

Secretário do Tesouro Nacional aponta recuperação econômica do Brasil pós-pandemia
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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O Brasil demonstra notável resiliência econômica no período pós-pandemia de Covid-19, conforme destacado pelo secretário do Tesouro Nacional, Daniel Leal, em reunião com a Comissão Mista de Orçamento (CMO). A afirmação foi feita a parlamentares que acompanham as metas fiscais e a trajetória da dívida pública.

Um dos indicadores cruciais dessa recuperação é o crescimento econômico. Leal ressaltou que o país, que outrora apresentava uma média de crescimento anual de 1,4%, agora registra um índice de aproximadamente 3% ao ano, evidenciando a robustez da economia nacional.

A presença do secretário na CMO atende às exigências da Lei de Responsabilidade Fiscal, que demanda apresentações periódicas do Poder Executivo sobre o cumprimento das metas fiscais e a situação da dívida pública.

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Metas fiscais e redução da dívida

Daniel Leal assegurou que as metas fiscais estabelecidas para os próximos anos são consideradas suficientes para promover uma redução consistente da dívida pública a partir de 2029.

No primeiro quadrimestre de 2026, o governo central registrou um superávit de R$ 9 bilhões, com receitas tributárias superando as despesas primárias. Em contrapartida, as empresas estatais apresentaram um déficit de R$ 6,5 bilhões no mesmo período.

A meta fiscal anual para o governo central é de um superávit de R$ 34,3 bilhões.

Impacto dos juros altos

Apesar dos avanços, a elevada taxa de juros impactou a dívida líquida, que apresentou elevação de 65,2% do Produto Interno Bruto (PIB) em dezembro de 2025 para 66,8% em março de 2026.

O deputado Mauro Benevides Filho (União-CE) apontou que os juros elevados tornam a manutenção das reservas cambiais em dólar uma operação financeiramente custosa, uma vez que o rendimento dessas reservas é inferior ao custo da dívida interna.

“O FMI [Fundo Monetário Internacional] estabelece que a cobertura de contratos cambiais deve ser de 80% do total. Se essa diretriz fosse estritamente seguida, o Brasil deveria possuir, no máximo, 240 bilhões de dólares em reserva cambial”, argumentou o parlamentar.

Atualmente, as reservas cambiais do Brasil somam 367 bilhões de dólares.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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