O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou nesta terça-feira (28) que a prévia da inflação oficial do país registrou taxa de 0,06% em julho, apresentando forte desaceleração em comparação ao mês anterior.
O resultado do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) mostrou perda de ritmo em relação aos 0,41% computados em junho. Com esse desempenho, o índice acumula 3,51% no ano e atinge 4,52% em 12 meses.
Impactos no orçamento: habitação e alimentação
A maior pressão sobre o índice partiu do segmento de habitação, que subiu 0,97% impulsionado pela energia elétrica residencial (+3,03%) e pelas tarifas de água e esgoto (+0,26%).
Em contrapartida, o grupo de alimentação e bebidas exerceu um papel de alívio ao registrar deflação de 0,66%. A alimentação no domicílio ficou 1,14% mais barata, beneficiada por quedas expressivas do tomate (-19,95%), da batata-inglesa (-10,03%) e do café moído (-3,13%), embora comer fora tenha subido 0,55%.
Comportamento de outros setores
Outros quatro grupos apresentaram variação positiva em julho: artigos de residência (0,19%), transportes (0,11%), saúde e cuidados pessoais (0,28%) e despesas pessoais (0,08%). Por outro lado, registraram recuo de preços os setores de vestuário (-0,33%), educação (-0,04%) e comunicação (-0,02%).
A coleta de dados para a apuração do indicador foi realizada entre os dias 17 de junho e 15 de julho.

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