A Portela provou, na madrugada desta segunda-feira (16/02), que a tradição e a modernidade podem caminhar juntas na busca pelo título. Com o enredo "O mistério do príncipe do Bará — a oração do negrinho e a ressurreição de sua coroa sob o céu aberto do Rio Grande", a escola surpreendeu o público ao colocar um integrante para voar sobre a passarela do samba durante a apresentação da comissão de frente.
O voo do Negrinho do Pastoreio
O efeito, que arrancou gritos de entusiasmo das bancadas, foi realizado através de um superdrone iluminado.
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A Cena: Durante a coreografia, um grande elemento cénico em formato de livro abriu-se, revelando o dispositivo. Um bailarino, representando o Negrinho do Pastoreio, decolou e sobrevoou os restantes 29 bailarinos do grupo, simbolizando a ascensão espiritual e a proteção dos caminhos pelo orixá Bará.
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Impacto Visual: O voo não foi apenas uma proeza técnica, mas uma parte integrante da narrativa, ligando as lendas dos Pampas gaúchos à ancestralidade africana que a Portela levou para a avenida.
"Tabajara do Samba" em sintonia
Enquanto o "homem voador" dominava os céus, a bateria de Mestre Vitinho garantia o ritmo perfeito no chão. A sincronia entre o efeito especial e a cadência da bateria foi apontada por especialistas como um dos momentos mais fortes do Carnaval 2026, colocando a Portela como uma forte candidata ao Estandarte de Ouro de Melhor Comissão de Frente.
"Nós queríamos trazer algo que tocasse o coração e os olhos. O voo representa a liberdade e a força da nossa coroa", afirmou um dos responsáveis pela coreografia à saída do setor 1. A Portela encerrou o seu desfile sob gritos de "é campeã", consolidando um regresso triunfal às narrativas épicas e tecnologicamente ousadas.

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