O esporte brasileiro está em luto. Morreu nesta sexta-feira, 17 de abril, aos 68 anos, Oscar Daniel Bezerra Schmidt, o "Mão Santa". O ex-jogador, que se tornou o maior símbolo do basquete no país, faleceu em sua residência em Santana de Parnaíba, na Grande São Paulo.
Segundo informações preliminares, Oscar passou mal e foi levado ao Hospital e Maternidade Municipal Santa Ana, mas chegou à unidade sem vida após sofrer uma parada cardiorrespiratória. O ídolo enfrentava há 15 anos uma batalha resiliente contra um tumor cerebral, trajetória que ele conduziu com a mesma coragem que demonstrava dentro das quadras.
Uma carreira de recordes impossíveis
Oscar Schmidt não foi apenas um jogador; ele foi um fenômeno estatístico e emocional. Ao longo de sua carreira, acumulou marcas que ainda hoje parecem inalcançáveis:
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Maior Cestinha da História: Por décadas, deteve o recorde mundial de pontos, com 49.737 pontos marcados, superado apenas recentemente pelo norte-americano LeBron James.
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Lenda Olímpica: Participou de cinco edições dos Jogos Olímpicos (Moscou 1980 a Atlanta 1996), sendo o único atleta a ultrapassar a barreira dos 1.000 pontos na história da competição.
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Ouro em Indianápolis (1987): Liderou a icônica vitória do Brasil sobre os Estados Unidos na final do Pan-Americano, um feito que quebrou a invencibilidade dos americanos em casa e mudou o patamar do basquete brasileiro.
O patriotismo acima da NBA
Um dos capítulos mais admiráveis da história de Oscar foi sua relação com a NBA. Draftado pelo New Jersey Nets em 1984, ele recusou o convite para jogar na liga norte-americana em várias ocasiões. Na época, as regras da FIBA impediam que jogadores da NBA defendessem suas seleções nacionais, e Oscar sempre deixou claro: "Minha prioridade é a Seleção Brasileira".
Sua dedicação foi reconhecida mundialmente, garantindo-lhe um lugar no Hall da Fama da FIBA e no Hall da Fama da NBA (em Springfield), mesmo sem nunca ter atuado oficialmente na liga.
Legado e Homenagens
Recentemente, no dia 8 de abril, Oscar havia sido homenageado pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB) no Hall da Fama da entidade, em uma cerimônia no Rio de Janeiro. Na ocasião, seu filho, Felipe Schmidt, representou o pai, destacando que a vida de Oscar foi "um capítulo cheio de vitórias".
Oscar deixa a esposa, Maria Cristina Victorino, com quem era casado desde 1981, e dois filhos, Felipe e Stephanie. Ele também era irmão do apresentador Tadeu Schmidt.
O velório e o enterro devem ser restritos a familiares e amigos próximos, seguindo o desejo da família por um momento de privacidade.

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