O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Octavio Gallotti, faleceu neste domingo (26), aos 95 anos, provocando forte comoção no meio jurídico nacional. A informação foi confirmada pela própria Corte, que lamentou a perda do magistrado responsável por marcar a história recente do Judiciário brasileiro.
Homenagens e ritos de despedida
Segundo nota emitida pelo tribunal, o velório será aberto ao público na segunda-feira (27), no Salão Branco do STF, em Brasília, entre 10h e 16h. O sepultamento do ministro aposentado será realizado na terça-feira (28), no Rio de Janeiro, sua cidade natal.
Nascido na capital fluminense, Gallotti integrou a Suprema Corte entre 1984 e 2000. Durante sua trajetória, desempenhou papel fundamental na consolidação da jurisprudência após a promulgação da Constituição Federal de 1988. Além disso, presidiu o STF entre 1993 e 1995 e comandou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de 1994 a 1996.
Repercussão e legado jurídico
O atual presidente do STF, ministro Edson Fachin, ressaltou a trajetória do homenageado. Ele destacou sua notável cultura jurídica, espírito público exemplar e inabalável compromisso com a Carta Magna, afirmando que sua atuação deixou marcas permanentes no fortalecimento das instituições democráticas.
Fachin também frisou que o jurista atuou com independência, serenidade e elevado senso de dever. Para o presidente da Corte, essa conduta pautada pela integridade projetou um legado duradouro na formação de gerações de juristas e no fortalecimento do Poder Judiciário.
O Ministério Público Federal (MPF) igualmente manifestou pesar pelo falecimento. Em nota oficial, a instituição salientou que a atuação equilibrada, técnica e independente de Gallotti deixa uma contribuição de inestimável valor para a consolidação do Estado Democrático de Direito.

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