A Imperatriz Leopoldinense protagonizou um dos momentos mais memoráveis deste Carnaval 2026 ao trazer Ney Matogrosso como um dos seus principais destaques. Integrado no enredo "O Testamento da Cigana Esmeralda", desenvolvido pelo carnavalesco Leandro Vieira, o artista surgiu numa performance que celebrou a sua natureza "camaleónica", unindo a sua trajetória artística ao universo místico da agremiação.
Um palco à altura do mito
Pouco antes de subir ao carro alegórico, Ney já havia declarado que a Sapucaí é um "palco dez vezes maior" do que qualquer outro. Durante o desfile, ele provou o porquê: com uma presença de palco hipnotizante, o cantor não se limitou a desfilar, mas sim a interpretar o enredo, interagindo com o público e exibindo a expressão corporal que o tornou uma lenda da MPB.
A fantasia de Ney foi um dos segredos mais bem guardados da escola. Composta por materiais que refletiam a luz de forma prismática, a indumentária simbolizava a transformação e a liberdade, conceitos caros tanto ao artista quanto ao povo cigano homenageado pela Imperatriz.
Sinergia e favoritismo
A presença de Ney Matogrosso, aliada ao brilho da rainha de bateria IZA, elevou o desfile da Imperatriz Leopoldinense ao status de obra de arte. A escola de Ramos, que busca mais um título no Grupo Especial, utilizou a figura do cantor para reforçar a mensagem de resistência cultural e renovação.
Ao final do desfile, o público nas bancadas ovacionou o artista, num reconhecimento claro de que a união entre a sofisticação de Ney e a tradição da Imperatriz resultou num dos maiores espetáculos visuais da noite.

Comentários
Para comentar realize o login em sua conta!
Login Cadastre-se