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Domingo, 02 de Agosto 2026
Notícias/Política

Especialistas divergem sobre eficácia de medidas governamentais para frear alta dos combustíveis

Setor produtivo contesta imposto sobre exportação de petróleo, enquanto governo defende regulação de mercado.

Especialistas divergem sobre eficácia de medidas governamentais para frear alta dos combustíveis
Kayo Magalhães / Câmara dos deputados
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A Comissão de Minas e Energia da Câmara dos Deputados foi palco de um debate acalorado nesta quarta-feira (20) sobre as estratégias do governo federal para mitigar o impacto da escalada dos preços dos combustíveis no Brasil. Especialistas e representantes do setor apresentaram visões contrastantes acerca da efetividade e da justiça das ações tomadas pelo Executivo.

Um dos pontos centrais de discórdia foi a instituição de um imposto sobre a exportação de petróleo. Representantes de distribuidoras e do setor petrolífero argumentaram que a arrecadação adicional prevista com a alta do barril de petróleo no mercado internacional já seria suficiente para cobrir os custos dos subsídios ao diesel e à gasolina, tornando o tributo desnecessário.

Claudio Fontes Nunes, do Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP), apresentou projeções indicando que, se o preço do barril se mantiver em US$ 90 até o final do ano, a receita governamental superará em R$ 45 bilhões as estimativas iniciais, considerando royalties e participações especiais.

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Nunes classificou o aumento da carga tributária como "altamente injusto e desnecessário", alertando que tal medida pode afastar investimentos estrangeiros. Ele enfatizou a importância de um mercado petrolífero previsível e confiável para competir por capital internacional.

Em contrapartida, André Pereira Tokarski, do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep), defendeu a medida. Para Tokarski, o imposto não tem caráter meramente arrecadatório, mas sim regulatório, visando equilibrar a oferta de combustíveis no mercado interno diante de um cenário internacional volátil.

Ações governamentais em foco

Diante da pressão inflacionária nos combustíveis, intensificada pela guerra no Oriente Médio, o governo federal implementou um pacote de medidas. Entre elas, destacam-se o subsídio de R$ 1,20 por litro de diesel e a isenção de PIS/Cofins para combustíveis.

Edie Andreeto Junior, diretor do Ministério de Minas e Energia, detalhou que o auxílio se estende ao gás de cozinha, além de uma linha de crédito de R$ 1 bilhão destinada a companhias aéreas. Ele ressaltou que os reajustes de combustíveis no Brasil foram inferiores aos observados em outras nações impactadas pelo conflito.

Segundo Andreeto Junior, o diesel no Brasil acumulou alta de 17,7% desde o início do conflito, e a gasolina, de 5,9%. Em comparação, outros países teriam registrado aumentos de até 48% para o diesel e 44% para a gasolina.

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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