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Sábado, 01 de Agosto 2026
Notícias/Política

Comissão da Câmara aprova penas mais rígidas para homicídio culposo no trânsito

Proposta de penas mais rígidas aguarda aprovação na Câmara e no Senado

Comissão da Câmara aprova penas mais rígidas para homicídio culposo no trânsito
Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados
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A Comissão de Viação e Transportes da Câmara dos Deputados aprovou recentemente o Projeto de Lei 276/26, que visa aplicar penas mais rígidas para o crime de homicídio culposo no trânsito. Esta importante aprovação legislativa eleva o tempo de reclusão e fixa em dez anos o prazo de suspensão da carteira de motorista, buscando prevenir acidentes fatais.

Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) estabelece uma pena de detenção de dois a quatro anos para o homicídio culposo. Contudo, a nova redação do projeto propõe uma alteração significativa, elevando a punição para reclusão de quatro a oito anos.

Adicionalmente, a medida prevê que, em caso de condenação, o motorista terá sua habilitação suspensa ou ficará impedido de obtê-la por um período de uma década, o que representa um endurecimento substancial em relação às normas atuais.

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A deputada Delegada Ione (PL-MG), autora da iniciativa, defende que a ocorrência de uma morte por conduta culposa evidencia uma grave falha no dever objetivo de cuidado. Para ela, isso justifica plenamente uma resposta penal mais rigorosa por parte do Estado, com um claro objetivo preventivo e de reafirmação do valor da vida no contexto do trânsito.

O relator do projeto, deputado Bebeto (PP-RJ), corroborou os argumentos da autora, enfatizando que o maior rigor nas sanções é fundamental para a prevenção de tragédias nas vias. Ele afirmou que “a elevação da pena representa medida proporcional à gravidade do resultado produzido, pois muitas mortes decorrem de violações graves do dever de cuidado”.

Próximas etapas da tramitação

A tramitação do Projeto de Lei 276/26 prosseguirá com a análise da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. Após essa etapa, o texto seguirá para votação no Plenário da Câmara dos Deputados.

Para que a proposta se converta efetivamente em lei, é imprescindível que ela obtenha aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Aprofunde-se na tramitação de projetos de lei

FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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