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Sábado, 01 de Agosto 2026
Notícias/Política

Câmara analisa projeto para padronizar identificação visual de tornozeleira eletrônica em casos de violência doméstica

Proposta da deputada Coronel Fernanda autoriza a Justiça a determinar identificação visual padronizada em tornozeleiras eletrônicas para agressores em casos de violência doméstica de alto risco

Câmara analisa projeto para padronizar identificação visual de tornozeleira eletrônica em casos de violência doméstica
Bruno Spada/Câmara dos Deputados
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O Projeto de Lei 1811/26, de autoria da deputada Coronel Fernanda (PL-MT), está em análise na Câmara dos Deputados e propõe que a Justiça possa determinar o uso de tornozeleira eletrônica com identificação visual padronizada para agressores em situações de violência doméstica contra a mulher, especialmente em casos de alto risco. O objetivo principal é facilitar a fiscalização e o reconhecimento por autoridades, reforçando a proteção da vítima e inibindo novas condutas violentas.

A justificativa da proposta destaca que a implementação da identificação visual tem como meta principal facilitar o trabalho de fiscalização e o reconhecimento de agressores por parte das forças policiais. Consequentemente, espera-se reforçar a segurança das vítimas e atuar como um fator inibidor de novas agressões.

É fundamental que a padronização visual siga rigorosos critérios de razoabilidade e proporcionalidade, assegurando que o uso da tornozeleira não submeta o indivíduo a qualquer forma de exposição vexatória ou degradante, conforme princípios constitucionais.

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Para a efetivação da medida, caberá ao Poder Executivo a regulamentação das especificações técnicas necessárias, incluindo os níveis de visibilidade da identificação e as condições específicas que podem justificar a dispensa de seu uso.

A proposição busca integrar essa nova determinação à Lei 15.383/26. Esta legislação já prevê a monitoração eletrônica de agressores como uma medida protetiva autônoma, inserida no contexto da Lei Maria da Penha.

A deputada Coronel Fernanda argumenta que a inexistência de uma identificação visual padronizada nas tornozeleiras eletrônicas atualmente em uso reduz significativamente o potencial preventivo da medida e impõe desafios à sua fiscalização eficaz.

Ela enfatiza que "a medida não possui caráter punitivo adicional, mas natureza instrumental de proteção, sendo aplicada mediante decisão judicial fundamentada e observando os princípios constitucionais da dignidade da pessoa humana, da proporcionalidade e da vedação a tratamento degradante".

Próximos passos da tramitação

O Projeto de Lei 1811/26 segue em regime de urgência, o que significa que poderá ser submetido à votação direta no Plenário, sem a necessidade de passar pelas comissões temáticas da Câmara dos Deputados. Para que se torne lei, ainda precisará da aprovação tanto da Câmara quanto do Senado Federal.

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FONTE/CRÉDITOS: Portal Ativa Notícias

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