A recente alta nos casos de sarampo no estado de São Paulo, que já contabiliza 15 confirmações este ano, levou as autoridades de saúde a orientar a busca ativa por não imunizados e a aplicação de dose de reforço em crianças. A medida visa conter o avanço da doença antes do início da mobilização oficial.
Ampliação da campanha e públicos contemplados
A partir da próxima segunda-feira, 3, até o dia 1º de setembro, os 645 municípios paulistas realizam a campanha de multivacinação. Por recomendação do Ministério da Saúde, as cidades de São Paulo, Guarulhos e São Bernardo do Campo estenderão a aplicação da dose contra a enfermidade para a população de 6 a 59 anos.
Além do imunizante da tríplice viral, responsável por proteger contra o sarampo, caxumba e rubéola, a ação permitirá atualizar diversas outras doses do calendário de rotina. Estarão disponíveis vacinas como BCG, hepatite B, poliomielite inativada, rotavírus, pneumocócica, febre amarela, Covid-19 e HPV.
Desafio das metas de cobertura vacinal
A Secretaria Estadual de Saúde aponta que os dados preliminares de 2026 registram índice de 77,5% para a primeira aplicação e 65,5% para a segunda dose da tríplice viral. Esses números estão abaixo da meta de 95% estipulada pelo Ministério da Saúde e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
Para comparação, a cobertura nacional atingiu 92,9% na primeira dose e 78,3% na segunda em 2025. Já nas cidades prioritárias, a primeira dose ultrapassou 90% em Guarulhos (91,59%), São Bernardo do Campo (90,84%) e no município de São Paulo (90,79%), com a segunda dose ficando em torno de 83% nesses locais.
Em nota oficial, Tatiana Lang, representante da pasta estadual, ressaltou que a atualização da caderneta é indispensável para evitar enfermidades evitáveis. Segundo ela, a ampliação do público alvo na região metropolitana busca elevar rapidamente os níveis de proteção comunitária e interromper a circulação do vírus.

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