No último sábado (14/02), o Rio de Janeiro recebeu uma comitiva especial vinda do Recôncavo Baiano. Cerca de 40 lideranças do Bembé do Mercado chegaram à capital fluminense para participar diretamente do desfile da Beija-Flor. A presença deste grupo não é apenas figurativa; ela representa a validação espiritual e cultural do enredo "Bembé", que busca o bicampeonato para a escola de Nilópolis.
Protagonistas no "Trono" da Ancestralidade
As lideranças terão um papel de destaque máximo na configuração do desfile:
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Posição Estratégica: O grupo, que inclui Pai Pote (presidente do Bembé do Mercado) e Ana Rita Machado (ya egbe da instituição), virá no último carro alegórico da escola.
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Simbolismo: A escolha de fechar o desfile com as autoridades reais da celebração baiana visa reforçar a ideia de que a Beija-Flor não está apenas a "contar uma história", mas a servir de palco para um ritual vivo.
O Bembé do Mercado: Do Recôncavo para o Mundo
O enredo, desenvolvido pelo carnavalesco João Vitor Araújo, detalha a cerimónia realizada há mais de 136 anos em Santo Amaro da Purificação. Criado em 1889 para celebrar a abolição da escravatura, o Bembé é hoje Património Imaterial do Brasil e busca o reconhecimento da Unesco.
A recepção à comitiva foi feita pelo enredista Bruno Laurato, que destacou a responsabilidade da escola: "Ter os detentores deste saber connosco na Avenida é a maior prova de respeito que poderíamos oferecer. A Beija-Flor torna-se, nesta noite, uma extensão do Mercado de Santo Amaro".
Expectativa para o Bicampeonato
Com a chegada das lideranças, a comunidade de Nilópolis sente-se ainda mais fortalecida. A Beija-Flor, que venceu em 2025 com uma homenagem a Laíla, aposta agora na espiritualidade e na clareza narrativa para manter o título. O desfile, marcado para a noite desta segunda-feira (16/02), promete ser um dos momentos mais autênticos e emocionantes da história recente da Sapucaí.

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