Em 2026, o Carnaval de rua do Rio de Janeiro celebra um marco histórico: 120 anos de existência organizada. Mas o que poucos foliões sabem, enquanto entoam marchinhas pelas ladeiras da cidade, é que o DNA dos blocos cariocas está profundamente ligado à política. O fenômeno que hoje arrasta milhões de pessoas começou em 1906, influenciado diretamente pelo clima das eleições presidenciais daquela época.
O Nascimento: Folia ou Comício?
De acordo com historiadores e pesquisadores da cultura popular, os primeiros grupos que se estruturaram como "blocos" — diferenciando-se dos antigos cordões e ranchos — surgiram como uma forma de manifestação festiva de coligações políticas.
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O Contexto de 1906: No auge da República Velha, os grupos saíam às ruas para celebrar (ou satirizar) candidatos e alianças.
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A Transição: Com o tempo, o componente político foi sendo "engolido" pela veia satírica e carnavalesca, mas a estrutura de desfile em bando e a ocupação do espaço público permaneceram.
Do Coreto ao Megabloco
Ao longo destes 120 anos, o bloco de rua carioca passou por diversas fases:
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Era dos Coretos: Onde as famílias se reuniam nos bairros.
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A Resistência na Ditadura: Quando as letras de marchinhas serviam de crítica social velada.
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A Revitalização (Anos 2000): O renascimento de blocos como o Monobloco e Cordão do Boitatá, que profissionalizaram a folia de rua.
O Legado em 2026
Hoje, os blocos são o coração pulsante do Carnaval. A celebração dos 120 anos destaca não apenas a longevidade da festa, mas a sua capacidade de se reinventar. O que nasceu como uma ferramenta política em 1906 transformou-se na maior manifestação de liberdade e democracia cultural do planeta.

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